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Economia Comportamental

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Categoria: conservação ambiental

Avaliação do II ECAC

Antes do evento…

II ECAC entrou para a história da Análise do Comportamento no Sul do BrasilA história do II ECAC (Encontro Catarinense de Análise do Comportamento) tem detalhes que talvez poucos conheçam. Após a realização do primeiro encontro, em abril de 2007, havíamos planejado realizar a segunda edição em 2009. Uma equipe de organizadores foi estruturada ainda em 2008, projeto submetido a agência de fomento do Governo de Santa Catarina (FAPESC) e, ainda em 2008, a aprovação da verba para realização do evento.

O que parecia ser um início tranquilo, tornou-se um pesadelo. O acesso a verba liberada era mediado pela UFSC, por meio de sua fundação (FAPEU) que, naquela época, sofreu intervenção do Ministério Público  por problemas fiscais. Nossa esperança de realizar o evento, que se torna inviável sem o apoio da FAPESC, foi por água abaixo. Além do ECAC, muitos outros eventos sofreram o mesmo nesse período.

A FAPESC, visando superar esse problema, mudou seus procedimentos e passou a assinar contrato diretamente com o pesquisador responsável, tirando a intermediação da FAPEU, abrindo novo edital para evento. Isso possibilitou que encaminhassemos novamente o projeto para uma nova solicitação de recursos. Com isso, a realização do II ECAC em 2010 começou a tornar-se uma possibilidade.

img_0859_1001x669Foram muitas reuniões dos organizadores (Sílvio, Olga, Nádia, Juliane, Gabriel, Hélder, Fernanda, Celina e Eduardo) avaliando demandas de nosso estado para serem atendidas por meio do encontro, possibilidades de programação e convidados, análise de espaços para realização do evento, entre outras atividades necessárias na organização desse tipo de encontro. Tudo parecia caminhar em passadas fortes.

Mas para nossa surpresa, mesmo com o novo procedimento da FAPESC, a liberação da verba para o evento demorou muito. Já em 2010 ainda estávamos angustiados com a dificuldade (pra não dizer incontrolabilidade e imprevisibilidade!) para encaminhar a organização, por não saber se teríamos o recurso necessário.

Com tudo isso, entramos em um dilema: Sabíamos que se não divulgassemos logo o evento, não teríamos público. Se divulgassemos, talvez não tivessemos a verba para realizá-lo. Um dilema de tirar o sono…

Em fevereiro de 2010 eu, pessoalmente, já estava desiludido. Já tinha me convecido de que o evento não aconteceria. Para minha surpresa, Silvio e Olga convocaram mais uma reunião para dar encaminhamento ao evento. Eu já sou macaco velho na organização de evento (já somam mais de 15 organizações nos últimos 10 anos). Encontrei Sílvio no corredor e falei para ele que teríamos muito pouco tempo para organizar e divulgar o evento e que isso traria muito estresse além do que já vivemos na correria do dia-a-dia. Disse ainda: “inviável“. Sílvio simplesmente ignorou minha argumentação, disse que tudo daria certo e confirmou a reunião.

img_0901_1037x1555Embora eu acreditasse que as condições não nos eram favoráveis, mantive-me junto aos organizadores e buscando forças pra acender chamas de esperanças de que tudo seria possível e que teríamos um bom encontro. Mas, confesso, sabia que com apenas 2 meses de divulgação teríamos grandes dificuldades.

Os dois meses de reta final passaram, além dos 9 organizadores, juntaram-se um verdadeiro exército de bravos monitores. Além deles, contamos com o apoio de muitos ex-alunos de Sílvio e Olga que hoje se multiplicam por Santa Catarina e Rio Grande do Sul, disseminando a Análise do Comportamento às novas gerações.Com todo esse apoio, demorou mas os participantes apareceram: estudantes e profissionais de todo o Estado de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Tínhamos aquilo que é mais importante em um evento: participantes.

Apesar da pressa para viabilizar tudo, as contingências criadas, mantidas e fortalecidas foram muito favoráveis para que os encaminhamentos ocorressem com relativa tranquilidade e principalmente com muito afeto e respeito por todos.

O evento: II ECAC

A qualidade de um encontro é proporcional a qualidade das contingências criadas por seus organizadores. A equipe de monitores funcionou muito bem, o ambiente foi bem organizado, a família do Silvio e Olga contribuíram muito para a organização dos lanches nos intervalos e, o que é mais importante, as pessoas (participantes, conferencistas e organizadores) estavam felizes. Um ambiente gratificante para todos que lá estavam.

Dito tudo isso sobre a organização do evento, é hora de falar sobre as atividades lá realizadas…

Desde o início dos preparativos do II ECAC em 2008, a proposta era que no evento fosse evidenciado aspectos importantes do desenvolvimento da Análise do Comportamento como uma contribuição a sociedade. E foram 2 anos de preparação formulando uma idéia de programação, descobrindo pessoas que pudessem contribuir para esse exame.

img_0955_1037x1555O evento começou com Sílvio Botomé apresentando um exame de múltiplas contribuições na história da Ciência e da Análise do Comportamento que possibilitaram o desenvolvimento de uma Ciência Comportamental que produz efetivas mudanças na sociedade e que possibilita enxergarmos e entendermos as contingências sob as quais nos comportamos. Essa apresentação foi uma espécie de sinopse do que aconteceria nos dois dias seguintes com graus de detalhamento ainda mais sofisticados a partir das contribuições dos conferencistas convidados.

No segundo dia, começamos com Mônica Gianfaldoni (PUCSP) explicitando contribuições gerais da história de desenvolvimento da Ciência e a localização da Análise do Comportamento como parte dessa história. Um aspecto que parece ter sido bem valorizado é a caracterização da Ciência como um processo de conhecer que possibilita ao homem compreender com alto grau de precisão o mundo a sua volta. Outro aspecto importante é a valorização do trabalho de quem dedicou sua vida, ou parte dela, para criar condições para que as gerações posteriores pudessem ir além. Criticar qualquer cientista ou filósofo por limitações de suas idéias no passado as vezes parece ser um fetiche de estudantes contemporâneos, que não percebem que as idéias dessas pessoas é que possilitaram, inclusive, que fossem identificadas possibilidades de ir além de suas próprias idéias. Respeito ao que veio antes, modéstia para reconhecer que não partimos de um vazio, mas do produto dos comportamentos de muitos outros é uma lição de sensibilidade, ética e respeito.

Em seguida tivemos a sempre preciosa contribuição de Isaias Pessotti, nosso pensador. Isaias apresentou a história ou desenvolvimento da Análise do Comportamento desde as contribuições dos fisiologistas como Pavlov, passou por Skinner e Keller até as contribuições dos pioneiros da Análise do Comportamento no Brasil, como Carolina Bori, Rodolfo Azzi, ele próprio e os demais pioneiros. Detalhou essa história com a perícia de quem a viveu e lutou muito por tudo isso. Como sempre, Isaias nos deliciou com muito humor as dificuldades, desafios e superações que os bravos guerreiros behavioristas da primeira geração no Brasil tiveram que enfrentar para superar desafios políticos como a ditadura militar e o próprio preconceito para com os behavioristas. Vale destacar as histórias de como eram os primeiros experimentos, com equipamentos montados por eles próprios e as descobertas decorrentes de tudo isso. Isaias, nosso pensador, nos fez questionar nossos próprios comportamentos e valorizar aqueles que abriram a possibilidade de estudar e trabalhar com análise do comportamento no mundo e no Brasil.

img_1037_1555x1037Continuamos com preciosa contribuição da Tatu (Maria Helena Leite Huzinker da USP) que destacou um princípio fundamental para a compreensão das contribuições da Análise do Comportamento: todo comportamento é adaptado. O que chamamos de “doença psicológica” é mais um nome para uma interação específica entre um indivíduo e seu ambiente do que algo que ocorre dentro desse indivíduo. Tatu, que é uma cientista de referência no mundo em seus estudos sobre desamparo aprendido, apresentou dados do que descobriu por meio de pesquisa básica e, o que foi mais importante, ilustrou com muita modéstia e precisão a quantidade de variáveis que simplesmente não temos conhecimento ainda sobre processos comportamentais. O trabalho do cientista é cumulativo e apresenta avanços graduais. Não temos uma Ciência acabada, pois isso seria contrario a própria definição de Ciência. Temos um processo que nos permite conhecer, avaliar o conhecimento e aperfeiçoa-lo constantemente a partir das novas descobertas. E foi isso que a Tatu nos demonstrou.

Para fechar o segundo dia de evento, Vera Regina Otero (ORTEC Ribeirão Preto) que é uma das pioneiras em terapia comportamental no país, relatou aspectos importantes no trabalho de um psicólogo clínico a partir do conhecimento científico e dos princípios e métodos da Análise do Comportamento. A coerência entre a forma de atuação de um analista do comportamento e o que entendemos por Ciência parece ter sido muito bem evidenciado. Técnicas e instrumentos são acessórios que ajudam o terapeuta, mas não o que orienta sua atuação. Aprender a caracterizar comportamentos (ou analisar comportamento) e a sintetizar novos comportamentos ou fortalecer os existentes são aquilo que é mais importante. Aprender a fazer isso requer contínuo estudo das contribuições das pesquisas básicas e a modéstia de compartilhar as próprias descobertas com os outros e aprender com os outros.

img_1270_1555x1037No último dia do evento (17/04/2010), tivemos mais 3 atividades. Na primeira, Roberto Banaco (PUCSP e PARADIGMA) examinou sua própria história como aprendiz, profissional e professor de Análise do Comportamento. Essa atividade permitiu que os participantes, em sua maior parte estudantes de graduação e pós-graduação identificassem os desafios, dificuldades e conquistas de um profissional nessa área de conhecimento. A valorização de outros profissionais com quem aprendeu a comportar-se como analista do comportamento demonstrou, mais uma vez, o respeito e a modéstia de reconhecer que ninguém cresce sozinho nesta vida. Roberto, de maneira muito afetiva, transformou sua apresentação em uma verdadeira homenagem a todos aqueles que lhe possibilitaram aprender novos comportamentos. Por fim, Roberto apresentou os fatos e idéias que culminaram na criação do Núcleo Paradigma em São Paulo que hoje é uma das referências em formação de profissionais analistas do comportamento no país. A criação desse empreendimento possibilitou condições para desenvolvimento de profissionais iniciantes e abertura de novos campos de atuação em Análise do Comportamento. A orientação de um projeto dessa magnitude orientado para necessidades da sociedade foram impactantes para todos nós, que não conhecíamos a gênese do projeto e as dificuldades enfrentadas ao longo do caminho.

Em seguida tivemos a apresentação de um profissional que nem sabia que Análise do Comportamento existia, mas que já está a pelo menos 60 anos lutando pela construção de melhores contingências em comunidades e ensinando comportamentos de grande valor social para aqueles que são marginalizados na sociedade. O irmão Antônio Cecchin há muito tempo trabalha com catadores de papel, agricultores sem terra entre outros grupos que vivem a margem da sociedade em condições muito precárias de vida. A vitalidade desse senhor de 82 anos que continua atuando ativamente a frente de movimentos populares comoveu a todos nós. Um homem que dedicou e dedica todos os seus dias na luta por aqueles que nada têm e que vive no mundo marginalizado. A pergunta “A quem nós psicólogos servimos de fato?”, questionada por Sílvio Paulo Botomé em um artigo polêmico na década de 1980, e a idéia de uma Análise do Comportamento como “parte do problema ou parte da solução”, indicada por James Holland em seu clássico artigo com esse nome, voltou a tona: estamos atuando para promover boas contingências, equilibrio nas relações de poder, melhores condições de vida àqueles que necessitam ou apenas reproduzindo aquilo que nos dá conforto e atendendo a pequena parcela da sociedade que já detem poder e recursos em demasia?

img_1344_1555x1037Irmão Antônio foi aplaudido de pé por todo o público em reconhecimento das batalhas que enfrentou em sua vida e nos ideiais que orientam suas ações sem nunca perder a esperança e o bom humor. Confesso que chorei ao final de sua apresentação. Ver um homem que tanto estudou (vários cursos de graduação em seu currículo e uma erudição fantástica) que se dispõe a viver com os pobres e os ensina a lutar por seus direitos. Antônio é um legítimo exemplo de um homem que apresenta “comportamentos behavioristas”, examinando contingências, identificando necessidades sociais e intervindo sobre elas.

A última atividade envolveu o depoimento de diversos colegas que passaram pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSC, na linha de pesquisa em Análise do Comportamento, que relataram o que aconteceu em seus trabalhos após a pós-graduação. Identificar os desafios e as conquistas de cada um deles foi uma espécie de motivação para aqueles que se encontram em meio a suas formações e que, agora, localizam melhor aquilo que fazem em um panorâma histórico mais amplo e enxergam contingências que devem orientar suas ações na sociedade.

Por fim…

Fortes emoções foi o que vivi no II ECAC. Consegui enxergar com mais clareza e precisão uma quantidade enorme de variáveis envolvidas no meu próprio comportamento profissional. E aprendi uma lição muito importante que gostaria de compartilhar.

Eu disse que em dado momento sugeri que cancelassemos o evento para evitar confusões e estresse para os organizadores. Nesse momento eu estava olhando mais para necessidades internas minhas e para o conforto e bem estar dos demais organizadores. Sílvio Botomé ignorou isso e eu achei na época que fosse uma decisão insensata dele. Mas o ânimo dele e dos demais organizadores era tão grande que eu também fui contagiado para manter-me trabalhando nisso. Depois do ECAC, ficou claro para mim que o que controlava o comportamento dele era a função social do evento, os benefícios diretos e indiretos para todos os participantes e não a dificuldade ou problemas que poderiam ocorrer para os organizadores.

Mais uma vez, “a quem nós psicólogos servimos de fato?” parece ser uma pergunta crucial para nos fazermos todos os dias antes de irmos para nossas empresas, consultórios, faculdades, etc. ou mesmo quando organizamos encontros para estudantes.

Só tenho a agradecer a todos os colegas organizadores por todo o trabalho empreendido e por me manter animado mesmo quando perdi as esperanças, ao exército de monitores que viabilizaram a ocorrência do evento, aos conferencistas convidados por suas preciosas, afetivas, modestas e respeitas contribuições, e aos participantes que mesmo sabendo do evento em cima da hora acreditaram no ECAC como uma boa oportunidade de atualização em Análise do Comportamento.

Agora é hora de avaliar tudo o que aconteceu para viabilizar novas contingências coerentes com o que acreditamos e fortalecer as que já construímos. Quem sabe, em 2012, compartilhamos novas vivências no III ECAC.

Confira a galeria de fotos do evento clicando aqui.

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Puma dá um show de criatividade e inovação

O que você faz com a caixa dos tênis e sapatos que compra?

Pois é… será que não é muito desperdício de papel, recursos naturais, energia e água produzir caixas de sapato como as conhecemos? Grandes empresas de calçados teriam problemas para organizar a logística de distribuição de seus calçados se simplesmente abolisse as caixas. Já imaginou a dificuldade para organizar um container de sapatos sem caixas?

A Puma investiu tempo, dinheiro e muito suor para produzir um novo sistema que reduz o impacto ambiental da caixa e mantém os benefícios do formato de caixa para a distribuição de seus calçados. Idéias simples e geniais. Confira o vídeo com o novo conceito de embalagem da Puma:

Onde está a turma da TRAMONTRIP

tramontrip-novoEsta semana conversei com eternos amigos que dividiram um grande sonho e grandes conquistas. É o pessoal que trabalhava na Organização Não Governamental TRAMONTRIP Educação Socioambiental. Essa ONG foi criada em 2002 por um grupo de profissionais e estudantes universitários cujo objetivo era promover Educação Ambiental em áreas naturais para jovens em situação de risco. Eu tive o privilégio de assumir a função de Diretor Executivo desta organização entre 2002 e 2006. Foi uma experiência incrível!

Na gênese da ONG haviam pessoas ligadas ao movimento escoteiro que queriam levar parte dos métodos escoteiros para pessoas excluídas socialmente, pessoas com vasto conhecimento sobre conservação ambiental que queriam promover programas ambientais inovadores, estudantes de psicologia e psicólogos interessados em pesquisar sobre comportamento humano e meio ambiente, pessoas que queriam fazer sua parte para a melhora de nossa cidade, entre tantos outras caraterísticas das pessoas que dedicaram seu tempo voluntariamente em prol de um objetivo comum.

Os voluntários da Tramontrip produziram muita coisa. Mutirões ambientais, cursos e palestras, atividades recreativas, treinamentos pra voluntários, fiscalização ambiental, atividades educativas, etc. Vale destacar a principal atividade da ONG que chamava-se Aventura Ecológica. Esse era nosso carro-chefe! Uma espécie de corrida de aventura em áreas naturais com jovens de instituições sociais de Curitiba. Era atividade em que jovens passavam o ano inteiro esperando por ela e que nossos voluntários passavam o ano inteiro se dedicando por ela. Nela integrávamos ensino de questões ambientais, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe, cooperação e muita diversão na natureza! Em breve disponibilizo alguns materiais sobre essa atividade para que vocês tenham noção da complexidade da operação envolvida, dos métodos utilizados e dos conceitos trabalhados.

aventuraConseguimos na Aventura Ecológica inserir todo o conhecimento que tinhamos disponível a partir das competências de nosso corpo de voluntários. Psicologia, Educação Física, Pedagogia, Engenharia Florestal, Turismo, Engenharia Mecatrônica, Arqutetura, Análise de Sistemas, Fisioterapia, Medicina entre outras áreas de conhecimento que eram representadas pelos voluntários em cada reunião para projetar essa atividade. Acredite: Embora pareça maluquice, nós conseguíamos integrar tudo isso!

Tenho fortes evidências e dados que me permitem afirmar que as ações da ONG produziram mudanças nas vidas de muitas pessoas que participaram de nossas atividades. E tenho evidências ainda mais fortes para afirmar que quem mais foi influenciado pelas ações da ONG foram as pessoas que nela trabalharam. A ONG não opera mais desde 2007. Mas seu legado permanece. Fiz uma pequena relação com alguns dos membros da Tramontrip que tenho notícias para ver o que andam fazendo. E não me surpreendi ao notar que, cada um deles, continua a trabalhar - profissional ou voluntariamente - nas mesmas causas que nos mobilizaram nos anos passados. Confira a lista:

Francisco Zaleski de Matos: Famoso Chico, formou-se em Turismo, trabalha em uma agência de viagem e na produção do Programa Band Pé no Rio. Esse programa da rede Bandeirantes no Paraná utiliza um formato semelhante ao que criamos na Aventura Ecológica visando Conservação Ambiental, mas destinado ao público universitário e com caráter mais competitivo. O Chico, antes de trabalhar no programa, participou com competidor e acho ser justo dizer que sua experiência na Tramontrip lhe auxiliou a ter um ótimo desempenho, bem como contribuir com idéias malucas e inovadoras para o programa.

Fernanda Foltran: Fernanda, a mulher que sempre tornou belas as idéias malucas dos demais,  se formou em arquitetura, já trabalhou em Angola, e atualmente, além de praticar yoga,  trabalha em um escritório de arquitetura. É um exemplo de cidadã, sempre preocupada com as consequencias de suas ações e com a aplicação da arquitetura para promoção da cultura, relações sociais e conservação ambiental.

Marcus Vinícius Concatto: Nosso querido Vina se formou em Turismo, trabalhou com ecoturismo e turismo de aventura em Florianópolis, passou a trabalhar na Aliança Empreendedora em comunidades em situação de risco e que, agora, também volta a realizar atividades relacionadas a conservação ambiental. Montanhista que não vive longe da montanha, também já foi presidente da AIESEC em Curitiba e do centro acadêmico de turismo da UFPR, onde junto com demais membros criou programa de Ecoturismo.

Evandro Machado: Nosso atleta, se empolgou tanto com nossas aventuras ecológicas que nunca mais parou. Evandro é hoje atleta de corridas de aventura, com equipe que leva o nome de nossa ong TRAMONTRIP, e que tem resultados expressivos no estado do Paraná e brasil.

Estêvão Berri: Nosso Professor Pardal, que era o responsável por transformar idéias malucas em realidade, continua sendo Professor Pardal. Mas agora prestando serviços para o Cirque Du Soleil. A habilidade em manusear cordas, aço e criar coisas que não existem que era tão valorizada e importante na ONG, continua a ser a marca forte de nosso engenheiro maluco.

Alexandre Foti: Homem de estratégias e pensamento lá no futuro. Foti se formou em Direito e atualmente tem um escritório de advocacia em Curitiba. Dedica parte de seu tempo a um programa de atendimento a pessoas que não possuem condições de pagar pelos honorários advocatícios, sempre consciente da função social de sua profissão.

Anderson Bobko: Anderson está longe… Depois de se graduar em Engenharia Florestal foi para o Pará, onde trabalha em projetos de uso sustentável da floresta. Ele que sempre foi escoteiro e ainda tramontripeiro, não poderia estar em lugar melhor: no meio da floresta com sua esposa e filhos.

Aurélio Alfieri Neto: Nosso educador físico e empreendedor, integrando seus multiplos conhecimentos desenvolveu um sistema de atividade física chamado Holistic Training, que integra o esporte com qualidade de vida, já implantado nas melhores academias de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, atua como professor em academia e atualmente dedica-se a pesquisar e implantar ações sustentáveis em ambientes de academia.

Além deles, há muitos outros cujas histórias alguns eu não tenho mais acompanhado… Se algum de vocês - voluntários da Tramontrip - passarem por aqui, deixe seu comentário e conte o que anda fazendo!

Grande abraço com saudosismo para todos!

Freeconomy: Quando o dinheiro deixa de ser importante…

Organizamos nossas vidas em torno de nosso trabalho, pois é ele quem nos propicia o dinheiro que garante as condições para viver. Vivemos em busca de mais dinheiro para obter mais conforto e felicidade. Essas duas frases dificilmente são questionadas por qualquer pessoa que viva no mundo ocidental. Os antropólogos demonstram que se outrora eram os laços de sangue que orientavam a organização das culturas, hoje o dinheiro é o elemento que organiza todo nosso sistema cultural e as formas como nos relacionamos com outras pessoas e com a própria natureza. Tudo parece tão claro e natural, que dificilmente paramos para pensar sobre os sérios problemas que podem estar envolvidos nessa busca pelo capital.

Enquanto o mainstream da Economia debate sobre concepções clássicas da Escola de Chicago, sobre a nova moda da Economia Comportamental e sobre as idéias da Freaknomics, e qual dessas concepções oferecem melhores modelos para entendimento das relações economicas estabelecidas entre as pessoas, há centenas de outros pensadores e ativistas produzindo idéias e conceitos de outra ordem.

Para demonstrar que há meios alternativos de se pensar as relações economicas entre pessoas, o economista inglês Mark Boyle encarou o desafio de passar 1 ano sem usar dinheiro. O que parecia ser impossível, demonstrou ser uma prova de que orientar as relações sociais e com a natureza para outras formas que não o dinheiro, produzem mais felicidade, bem estar e integração com pessoas e com o planeta. A concepção de Economia proposta por Boyle e que já ganhou centenas de adeptos pelo mundo chama-se Freeconomy (”economia livre”).

A premissa básica da Freeconomy é que as pessoas devem agir no mundo buscando as gratificações naturais produzidas por essas ações. Não é necessário dinheiro para fazer com que as pessoas façam algo, se essas ações produzirem consequências naturalmente reforçadoras. Para que isso funcione, é preciso desenvolver sensibilidade para notar que as próprias interações sociais e que a conservação do ambiente em que se vive pode ser fonte de muita felicidade. Compartilhar, ensinar, ajudar, trocar, etc. são comportamentos mais importantes do que comprar e vender. É isso o que Boyle tenta demonstrar com seu projeto.

No vídeo abaixo chamado “Guia para Freeconomy” é apresentado um exemplo simples de como a cooperação ou colaboração podem ser gratificantes pelo mero fato de tornar outra pessoa feliz ou capaz de seguir seu caminho, sem necessidade de haver troca monetária. O exemplo é simples, mas serve para ilustrar a idéia…

Vale a pena conhecer o site criado por Boyle - chamado just for the love of it (”apenas pelo prazer de faze-lo”) - em que há interessante fórum de debates sobre estratégias para se viver com menos dinheiro e mais felicidade e as notícias diárias sobre como é a vida de alguém que não usa dinheiro, em plena Inglaterra, mas que vive com conforto e satisfação de viver bem. (clique aqui entrar no site).

Ao ler as idéias de Boyle é impossível não lembrar da utopia skinneriana Walden II, ou da comunidade Los Horcones. Embora haja um sistema monetário em Walden II (representados pelo valor atribuído aos diferentes tipos de trabalho), lá há claramente uma organização social que é baseada mais no afeto das interações sociais do que no dinheiro produzido por meio do trabalho. Talvez a proposta skinneriana seja o meio termo mais viável entre a utopia de Boyle e o mundo capitalista doente em que vivem hoje.

Citação

No fim, nossa sociedade será conhecida não só pelo que criou, mas também pelo que se recusou a destruir. — John C. Sawhill

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Eventos

II Encontro Catarinense de Análise do Comportamento
De 15 a 17 de abril de 2010 em Florianópolis - SC. Saiba mais

IV Encontro Paranaense de Análise do Comportamento
De 13 a 15 de maio de 2010 em Londrina. Saiba mais

XIX Encontro da ABPMC
De 23 a 26 de setembro de 2010 em Campos do Jordão - SP. Maior fórum de analistas do comportamento do Brasil. Saiba mais

Twitter @heldergusso