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Economia Comportamental

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Categoria: Gestão de Comportamento

O que é “clima organizacional”?

“Clima” é um conceito do campo da Geografia. Se o céu estiver escuro e trovoando, dificilmente você esquecerá o seu guarda-chuva…  O termo clima em Geografia é utilizado para designar um “tempo metereológico médio”, em que fenômenos na atmosfera da Terra ocorrem.

Esse conceito foi incorporado à Administração para se referir a parte de um processo comportamental nas organizações. Esse conceito se refere à percepção das pessoas sobre a empresa, suas condições de trabalho e satisfação para trabalhar. A forma como as pessoas percebem o ambiente organizacional é o que define o clima de uma empresa. Vale destacar que “clima organizacional” é uma forma metafórica de se referir ao conjunto de percepções dos colaboradores sobre as múltiplas variáveis que intereferem sobre seus trabalhos.

Um aspecto importante sobre esse conceito é que quando falamos em “clima organizacional” não falamos do que de fato acontece na empresa. O que é examinado é apenas o relato verbal das pessoas sobre o que acontece. Isso, por vezes, pode não corresponder aos fatos concretos ou, ainda, pode nada nos falar sobre aquilo que de fato é importante para se compreender a dinâmica de uma organização.

Uma pesquisa de “clima organizacional” pode ser um meio para se iniciar um processo de caracterização das condições de trabalho em uma empresa, mas não podem constituir um “diagnóstico” preciso do que de fato ocorre. Essas pesquisas podem ser um bom começo, mas são pouco para revelar informações que possibilitem intervenções precisas e eficazes para aperfeiçoar as condições de tabalho.

Confira algumas das variáveis que constituem o “clima de uma empresa” na organização de variáveis que fiz a partir de algumas obras sobre o tema.

Variáveis mensuradas em pesquisas de “Clima Organizacional” (Gusso, 2010):

1. Dados demográficos
a.Pessoais.
b. Profissionais (expectativas, objetivos, etc.)

2. Visão geral sobre a organização
a. Conhecimentos e percepções sobre a missão, valores, estratégias e metas organizacionais.
b. Conhecimentos e percepções sobre a estrutura e dinâmica organizacional.
c. Conhecimentos e percepções sobre a cultura da organização.
d. Imagem interna e externa da empresa.
e. Percepções e satisfação com as condições de trabalho
f. Percepções e satisfação com o ambiente físico da empresa

3. Relação com as lideranças

a. Conhecimento e percepção sobre as lideranças (alta direção, gerentes etc.).
b. Satisfação com o relacionamento e decisões das lideranças.
c. Percepções e sentimentos em relação ao desempenho do chefe imediato
d. Percepções e satisfação em relação ao estilo do chefe imediato

4. Relação com o trabalho e com os colegas
a. Percepções e satisfação com o trabalho (realização profissional, sentido, relevância e desempenho).
b. Percepções e satisfação na relação com os colegas.
c. Percepções e satisfação em relação ao ambiente de trabalho.
d. Percepções e satisfação em relação a comunicação organizacional
e. Percepções e satisfação em relação às políticas de RH e benefícios.

Impressione o mercado!

A cada dia me surpreendo mais com a criatividade humana. No vídeo abaixo um jovem e não tão promissor talento do mercado publicitário apresenta seu portfólio para algumas das mais renomadas agências de publicidade do país. Vendo que suas habilidades não farão muito sucesso, o rapaz tem um plano B para impressionar os possíveis futuros chefes. Confira:

Participação nos lucros e as relação empresa x trabalhador

A contra-capa do Folha de São Paulo é sempre uma fonte rica e preciosa de informações e análises críticas (salvo exceções, como as porcarias escritas pelo José Sarney veiculadas semanalmente). No dia 07 de fevereiro de 2010 o empresário Emílio Odebrecht publicou artigo entitulado “Lucros e Resultados” em que descreve parte das variáveis envolvidas na atual ênfase na participação dos resultados nas empresas brasileiras. Vale a pena conferir:

Lucro e Resultados por Emílio Odebrecht

A participação dos trabalhadores nos resultados é hoje um imperativo na vida de qualquer empresa. Na era em que vivemos, o que faz a diferença são o conhecimento que as pessoas dominam e a interação entre elas, que gera o conhecimento coletivo. O decisivo é o fator humano, condição que dá a cada indivíduo o direito de sentir-se sócio e comportar-se como dono da organização onde trabalha.

Por essa razão, temos assistido no Brasil a uma grande evolução nas formas de se construírem as relações entre os trabalhadores, seus líderes ( diretores ou não) e os acionistas. Não precisamos, portanto, de novas leis ou normas desconectadas da realidade, mas de uma nova mentalidade pautada pela crença no valor da parceria e na capacidade de cada empresa definir seu próprio modelo de partilha dos resultados e de incentivo à produtividade.

Para contribuir com o debate em curso sobre o tema, listo abaixo o que considero as premissas indispensáveis
dessa agenda:

- No mundo do trabalho, devemos estimular sempre o diálogo entre líderes e liderados.

- A política de distribuição generalizada dos resultados obtidos pela empresa, a partir de um valor mínimo pré-estipulado, cria cartórios e desestimula os mais produtivos - o que não ocorre quando a participação equivale a uma taxa previamente pactuada sobre as metas a serem alcançadas pelo setor ou divisão da companhia.

- A avaliação de um profissional para efeito de pagamento de bônus não deve ter como parâmetro exclusivamente o lucro, mas o conjunto de resultados tangíveis e intangíveis que ele logrou alcançar, dentre os quais está o lucro, porque, sendo este a única medida, a empresa não terá parceiros, terá mercenários.

- Deve prevalecer sempre o conceito básico da autorremuneração, o que significa que todo profissional que tenha uma relação formal com uma empresa deve tomar consciência de que precisa produzir, sim, lucros com o seu trabalho e que parte dele serve para sua retirada mensal e para a remuneração variável a que fizer jus. A sobra cabe à empresa investir, de modo a criar novas oportunidades para outros trabalhadores, dar retorno aos seus acionistas e cultivar intangíveis que façam diferença na perspectiva do futuro.

- Finalmente, empresas e trabalhadores precisam ser vistos como uma coisa só, entes convergentes e não antagônicos, cujas relações já superaram arcaicas concepções de opressor e oprimido e que dispensam o paternalismo legalista, que não educa, não promove e não valoriza quem tem valor e traz resultados de fato.”

Avaliação de eficácia de treinamentos

Hoje em uma comunidade sobre treinamento & Desenvolvimento no orkut apareceu um questão sobre avaliação da eficácia de treinamentos. É um tema que remete diretamente ao meu trabalho e sobre o qual eu já desenvolvi vários estudos e tive a oportunidade de lecionar sobre isso. Não resisti e escrevi uma resposta. Postei aqui no blog para compartilhar com vocês:

Questão:

“Gostaria de saber como vcs comprovam a eficacia de um treinamento. Já vi algumas empresas que aplicam uma prova após o treinamento, outras que fazem o acompanhamento do funcionario na area e emitem um laudo dizendo se ele está apto ou nao a exercer a função. Gostaria de saber se existe alguma outra forma.

Obrigada, Lady.

Resposta:
Há diferentes tipos de avaliação de treinamentos, com funções diferentes.

O mais habitual é o que você chamou de “avaliação de reação“. A função dessa avaliação é caracterizar a percepção dos participantes sobre o que foi realizado. Se as pessoas se sentem satisfeitas, se acham que valeu a pena, se acham que o facilitador foi didático, se consideram que o local e recursos eram apropriados, etc. Esse dado é importante para nós, mas talvez ele pouco diga sobre o que de fato ocorreu no treinamento. Quais os critérios que as pessoas utilizam para avaliar? O quanto elas podem ser hábeis para identificar o quanto as atividades realizadas cumpriram seus objetivos? Entre outros problemas para nós…

Outra coisa habitual é a realização de “testes” e “provas” para mensurar se informações foram compreendidas. O principal limite disso é que apenas mensura a “memorização” ou “entendimento de informações”. A questão para nós treinadores é que a maior parte do que buscamos desenvolver não está no ãmbito da memorização. Buscamos desenvolver comportamentos profissionais e isso não se mede com provas ao final de uma exposição oral.

Ok… voltando a sua pergunta: o que fazer para além disso?

O Ilan indicou algo super importante para podermos elaborar estratégias mais elaboradas de avaliação de treinamentos. Precisamos de muita clareza sobre os objetivos do treinamento. O problema é que geralmente os treinamentos não tem objetivos claros e descritos apropriadamente, o que inviabiliza procedimentos de avaliação mais sofisticados.

Na Psicologia (talvez até poucos psicólogos conheçam isso…) Temos dois métodos e dois procedimentos validados cientificamente que contribuem MUITO para avaliar treinamentos:

1) Observação indireta de comportamento;
2) Observação direta de comportamento;
3) Procedimentos de linha de Base; e
4) Procedimentos de linha de base múltipla.

Sendo que a última é muito mais sofisticada do que a primeira…

A “eficácia”, por definição, depende da análise do impacto do treinamento para ser avaliada. Por isso, é importante se ter parâmetros de análise pré e pós treinamento.

A realização de um treinamento deveria ser decorrência da identificação de necessidades de desenvolvimento dos colaboradores em relação a algo (desde procedimentos técnicos à forma de se relacionar com colegas). Essa identificação usualmente é feita de maneira genérica, baseada basicamente na sensação de que “algo precisa ser feito”, mas sem a análise miniciosa de quais são os comportamentos-objetivos a serem desenvolvidos. Por exemplo, quando um gestor me solicita um treinamento pra “integração”, ele apenas fala de algo genérico… Meu trabalho é investigar o que acontece na empresa para que ele venha até mim procurar um treinamento para “integração”. O produto dessa análise provavelmente me indicará os comportamentos-objetivo.

Há dois métodos pelos quais podemos coletar essas informações:

1) Observação indireta de comportamento

Utilização de indicadores que deêm pistas sobre os comportamentos-objetivo a serem desenvolvidos. A coleta de informações pode ser por meio de entrevistas, depoimentos, questionários ou pela análise de indicadores desses comportamentos. A idéia é coletar informações que permitam identificar as características do desempenho das pessoas, quando é inviável ou há alto custo para a realização de observações diretas.

2) Observação direta de comportamento

Os próprios comportamentos-objetivos, ou parte deles, são observados. Essa modalidade permite maior grau de confiabilidade do que a anterior.

Além de utilizar um método de observação (ou os dois em conjunto…), é possível utilizar procedimentos que me permitirão demonstrar a eficácia da intervenção realizada:


3) Procedimentos de linha de Base

A partir da análise realizada antes do treinamento, identificam-se a frequência dos comportamentos objetivos (variável mais precisa) ou de algum indicador desses objetivo. Frequência de um comportamento, impacto financeiro de cpto inadequado, quantidade de erros, quantidade de acidentes, são alguns exemplos de variáveis que podem ser mensuradas. Há variáveis mais difíceis de mensurar, mas não impossíveis. As tecnologias hoje fazem milagres pela gente. Um exemplo são os totens nas “lojas renner” que indicam a quantidade de clientes satisfeitos ou insatisfeitos. Um treinamento sobre atendimento a cliente, deveria impactar no resultado mensurado diariamente no totem!

3) Procedimentos de linha de Base Múltipla

Esse procedimento funciona da mesma forma que o anterior, mas nós ainda contrastamos os dados com os de outros grupos que passam pela mesma intervenção. Seguindo o exemplo da Renner, suponha que você deu treinamento em 5 filiais. Você pode monitorar o resultado dos totens de satisfação do consumidor ao longo de 2 meses e monitorar o que acontece após o treinamento em cada filial. Se o treinamento aparecer como uma variável determinante de uma mudança significativa, você terá uma inegável comprovação da eficácia de seu treinamento.

Isso tudo que escrevi é vastamente utilizado e descrito por psicólogos analistas do comportamento ou pela turma da “OBM” (organizational behavior management) que faz uso de procedimentos experimentais na avaliação de intevenções em Psicologia.

Espero ter ajudado de alguma forma…

abraço e bons treinamentos!

Hélder

Ação da TAP encanta clientes no Rio

O marketing  já não é mais o mesmo… Quem ainda pensa que marketing é fazer comerciais, outdoors e panfletos, não está sintonizado no novo século. Um dos recursos recentemente adotados por alguns marketeiros inovadores é o uso de flashmobs, em que um grupo de pessoas se reune e se dispersa rapidamente para fazer algo.

A TAP, empresa de aviação, promoveu um flashmob sensacional no Aeroporto do Galeão, em comemoração ao aniversário do Rio de Janeiro. Sorte de quem estava presente e de quem pode, agora, ver a ação no youtube. Divirta-se:

Atendimento espetacular = venda efetuada

Um vendedor de picolé da Praia do Futuro em Fortaleza-CE está dando um verdadeiro show de atendimento ao cliente neste verão. Com muita criatividade e bom humor tem arrancado risos de seus clientes e vendido todos seus picolés. A engenhosidade do povo nordestino e o humor do cearense já são internacionalmente conhecidos. Mas algumas pessoas se destacam pelos seus talentos como esse cara. Gostaria dele trabalhando na área comercial de minha empresa! Vale a pena conferir:

Momento de reflexão: A função do hierarcograma

Pouca gente no meio empresarial sabe que hierarcogramas não são necessários e nem importantes para um empresa. Fluxogramas que descrevem processos de trabalho explicitam muito melhor as interações entre diferentes colaboradores e departamentos…

Mas, talvez, o hierarcograma possa ser útil para ilustrar a dimensão daquilo que as pessoas nos altos cargos podem fazer… Você, líder empresarial, que tal parar uns minutinhos para pensar sobre a forma como está gerenciando sua empresa?

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Treinamentos Experienciais ao Ar Livre: O ponto de vista do RH

bb Vale a pena investir em Treinamentos ao Ar Livre? Essa provavelmente é uma das perguntas que gestores de Recursos Humanos (RH) fazem ao planejar treinamentos para seus colaboradores. Essa dúvida possivelmente é em função de ser uma modalidade ainda pouco conhecida e utilizada de maneira inadequada por muitas empresas prestadoras desse tipo de serviço, que continuam confundindo treinamentos empresariais com a simples realização de atividades na natureza.

Para ajudar gestores e empresários a compreender a função, características e resultados dos Treinamentos Experienciais ao Ar Livre (TEAL) , a Adrenailha começa a investir na produção de reportagem, entrevistas e artigos que contribuam com esclarecimentos sobre essa modalidade de treinamento. Para iniciar esse processo com o pé direito, convidamos a psicóloga Carina Vargas, do departamento de Recursos Humanos de uma grande empresa de transportes rodoviários, para compartilhar suas experiências com TEAL. Confira a entrevista:

Hélder: Você poderia descrever um pouco de sua atuação profissional?

Carina: Atuo com recrutamento, seleção e treinamento e desenvolvimento de pessoas tanto a área operacional (motoristas, cobradores), manutenção (mecânicos, eletricistas, latoeiros, almoxarifes) como parte comercial e administrativa (auxiliares de vendas, encarregados). Nossos profissionais são treinados tecnicamente e ao menos uma vez ao ano passam pelo processo de desenvolvimento com atividades que possam aperfeiçoar suas atividades laborais, como desenvolver comportamentos, habilidades e atitudes diante situações previstas e também inusitadas.

Hélder: Como os Treinamentos Experienciais ao Ar Livre se relacionam com esse trabalho?

O Treinamento ao Ar Livre veio ao encontro do que pretendíamos, que era propiciar experiências parecidas com a rotina do atendimento, mas com a utilização da natureza onde principalmente ficou claro a forma de uma verdadeira equipe trabalhar, da improvisação, do planejamento, do suporte mútuo, dentre outras.


Hélder: A organização na qual você trabalha investiu em 13 Treinamentos Experienciais ao Ar Livre só neste ano (2009). O investimento valeu à pena? Que resultados obtiveram?

30Carina: O investimento valeu à pena, porque saímos da rotina do treinamento expositivo em auditório para o treinamento vivencial. A empresa busca sempre experiências inovadoras, sendo assim utilizamos os auxiliares de vendas um dos cargos que tem uma rotina com grande carga de estresse, pois lidam com atendimento ao público, esperando que eles aprendessem a desempenhar cada vez melhor suas habilidades, levando para seu dia-a-dia as ferramentas que aprenderam e assim continuem a praticar. A experiência trazida pelo treinamento foi realmente enriquecedora, pois trouxe uma reflexão bastante importante sobre a formação do espírito de equipe, de organização, planejamento que deve existir nas organizações. O método de experiência vivencial em contato com a natureza, além de ser bastante atrativo é, de fato, um dos melhores para a conscientização dos participantes. Os resultados foram muito positivos e a análise feita pelo próprio grupo foi extremamente saudável e clara sobre pontos fortes e aqueles que precisam ser melhorados.


Hélder: Que dicas você daria aos profissionais de Recursos Humanos para selecionar uma empresa prestadora de serviços na área de Treinamento ao Ar Livre? O que avaliar nessas empresas para fazer uma parceria de sucesso?

Carina: A empresa prestadora do serviço deve ter um projeto que se adeque as necessidades da empresa, use de criatividade, além de transmitir segurança e ideonidade, pois ainda é um trabalho inovador.

Hierarcograma de empresas públicas

Os hierarcogramas (usualmente nomeados equivocadamente como “organograma) de empresas dependem das características próprias de cada organização. Mas as empresas públicas brasileiras, quando gerenciadas por cargos de confiança e indicação política muitas vezes parecem seguir a cartilha abaixo:

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Autor: Adão Iturrusgarai: http://adao.blog.uol.com.br/

Primeiros passos em Análise do Comportamento em organizações

No encontro da ABPMC deste ano apresentei uma atividade destinada à introduzir estudantes de graduação às multiplas possibilidades de atuação a partir da Análise do Comportamento em organizações. Essa apresentação foi realizada em parceria com o psicólogo Gabriel Gomes de Luca, também doutorando em Análise do Comportamento na UFSC e professor do Curso de Psicologia da UNISUL. Disponibilizo aqui os slides utilizados na apresentação:

Clique aqui para ver os slides usados na apresentação

Para citar o material:

Gusso, H.L.; De Luca, G.G. (2009). Primeiros passos em Análise do Comportamento em Organizações. Em: XVIII Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental. Campinas: Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental.

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Resumo da atividade:

Um dos principais campos de atuação profissional do psicólogo está relacionado ao trabalho em organizações. Entretanto, as intervenções profissionais que são realizadas nesse contexto limitam-se, principalmente, a atividades como recrutamento, seleção e treinamento. Ainda assim, as necessidades sociais das organizações e as possibilidades de atuação profissional em relação a elas possibilitam identificar que o campo de atuação em organizações contempla muitos outros processos ainda parcialmente atendidos pelos psicólogos ou, mesmo, não atendidos. A expressão “Psicologia Organizacional e do Trabalho” é a que mais tem sido utilizada para designar as possibilidades de atuação profissional sobre fenômenos psicológicos relacionados às organizações ou a processos de trabalho. Especificamente na Análise do Comportamento, muitos dos trabalhos sobre organizações, nomeiam esse campo de atuação como “Gestão de Comportamento em Organizações”, “Gerenciamento Comportamental em Organizações”, “Gerenciamento de Comportamento Organizacional” ou, simplesmente, “OBM” (Organizational Behavior Management). A Análise do Comportamento é um tipo de conhecimento em Psicologia que, ao explicitar o comportamento dos organismos como o fenômeno psicológico (entendido como um complexo sistema de relações entre aquilo que os organismos fazem e o meio antecedente e conseqüente em que o fazem), possibilita que esse tipo de conhecimento seja utilizado por profissionais que intervém nos mais variados subcampos de atuação profissional, entre eles as organizações de trabalho. A visibilidade sobre os processos nomeados como “comportamento” é nuclear inclusive para definir organizações como complexos sistemas de interações entre os comportamentos apresentados pelos indivíduos que a compõem e que são orientados para um objetivo comum. A análise dos componentes desses comportamentos evidencia a necessidade de intervir sobre variáveis que interferem na probabilidade de ocorrência desses processos comportamentais. A partir disso, a característica básica das intervenções a serem realizadas pelo analista do comportamento envolve a construção de contingências de reforçamento em qualquer nível de abrangência da organização, desde níveis estratégicos até operacionais em diferentes graus de complexidade, conforme a natureza do objeto de intervenção. Os procedimentos típicos da Análise do Comportamento (tais como modelagem e esquemas de conseqüenciação) e os métodos experimentais característicos desse tipo de conhecimento (tais como linhas de base múltipla e reversão) possibilitam, além de alto grau de eficácia nas intervenções realizadas, a avaliação e o posterior aperfeiçoamento da própria intervenção. Nesse sentido, as contribuições da Análise do Comportamento oferecem contribuições que aumentam as possibilidades de intervenção em organizações, para além do que os conceitos e procedimentos tradicionais da área possibilitam e do que costumeiramente tem sido realizado.


Citação

No fim, nossa sociedade será conhecida não só pelo que criou, mas também pelo que se recusou a destruir. — John C. Sawhill

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Eventos

II Encontro Catarinense de Análise do Comportamento
De 15 a 17 de abril de 2010 em Florianópolis - SC. Saiba mais

IV Encontro Paranaense de Análise do Comportamento
De 13 a 15 de maio de 2010 em Londrina. Saiba mais

XIX Encontro da ABPMC
De 23 a 26 de setembro de 2010 em Campos do Jordão - SP. Maior fórum de analistas do comportamento do Brasil. Saiba mais

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