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Economia Comportamental

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Categoria: Política

Avaliação do II ECAC

Antes do evento…

II ECAC entrou para a história da Análise do Comportamento no Sul do BrasilA história do II ECAC (Encontro Catarinense de Análise do Comportamento) tem detalhes que talvez poucos conheçam. Após a realização do primeiro encontro, em abril de 2007, havíamos planejado realizar a segunda edição em 2009. Uma equipe de organizadores foi estruturada ainda em 2008, projeto submetido a agência de fomento do Governo de Santa Catarina (FAPESC) e, ainda em 2008, a aprovação da verba para realização do evento.

O que parecia ser um início tranquilo, tornou-se um pesadelo. O acesso a verba liberada era mediado pela UFSC, por meio de sua fundação (FAPEU) que, naquela época, sofreu intervenção do Ministério Público  por problemas fiscais. Nossa esperança de realizar o evento, que se torna inviável sem o apoio da FAPESC, foi por água abaixo. Além do ECAC, muitos outros eventos sofreram o mesmo nesse período.

A FAPESC, visando superar esse problema, mudou seus procedimentos e passou a assinar contrato diretamente com o pesquisador responsável, tirando a intermediação da FAPEU, abrindo novo edital para evento. Isso possibilitou que encaminhassemos novamente o projeto para uma nova solicitação de recursos. Com isso, a realização do II ECAC em 2010 começou a tornar-se uma possibilidade.

img_0859_1001x669Foram muitas reuniões dos organizadores (Sílvio, Olga, Nádia, Juliane, Gabriel, Hélder, Fernanda, Celina e Eduardo) avaliando demandas de nosso estado para serem atendidas por meio do encontro, possibilidades de programação e convidados, análise de espaços para realização do evento, entre outras atividades necessárias na organização desse tipo de encontro. Tudo parecia caminhar em passadas fortes.

Mas para nossa surpresa, mesmo com o novo procedimento da FAPESC, a liberação da verba para o evento demorou muito. Já em 2010 ainda estávamos angustiados com a dificuldade (pra não dizer incontrolabilidade e imprevisibilidade!) para encaminhar a organização, por não saber se teríamos o recurso necessário.

Com tudo isso, entramos em um dilema: Sabíamos que se não divulgassemos logo o evento, não teríamos público. Se divulgassemos, talvez não tivessemos a verba para realizá-lo. Um dilema de tirar o sono…

Em fevereiro de 2010 eu, pessoalmente, já estava desiludido. Já tinha me convecido de que o evento não aconteceria. Para minha surpresa, Silvio e Olga convocaram mais uma reunião para dar encaminhamento ao evento. Eu já sou macaco velho na organização de evento (já somam mais de 15 organizações nos últimos 10 anos). Encontrei Sílvio no corredor e falei para ele que teríamos muito pouco tempo para organizar e divulgar o evento e que isso traria muito estresse além do que já vivemos na correria do dia-a-dia. Disse ainda: “inviável“. Sílvio simplesmente ignorou minha argumentação, disse que tudo daria certo e confirmou a reunião.

img_0901_1037x1555Embora eu acreditasse que as condições não nos eram favoráveis, mantive-me junto aos organizadores e buscando forças pra acender chamas de esperanças de que tudo seria possível e que teríamos um bom encontro. Mas, confesso, sabia que com apenas 2 meses de divulgação teríamos grandes dificuldades.

Os dois meses de reta final passaram, além dos 9 organizadores, juntaram-se um verdadeiro exército de bravos monitores. Além deles, contamos com o apoio de muitos ex-alunos de Sílvio e Olga que hoje se multiplicam por Santa Catarina e Rio Grande do Sul, disseminando a Análise do Comportamento às novas gerações.Com todo esse apoio, demorou mas os participantes apareceram: estudantes e profissionais de todo o Estado de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Tínhamos aquilo que é mais importante em um evento: participantes.

Apesar da pressa para viabilizar tudo, as contingências criadas, mantidas e fortalecidas foram muito favoráveis para que os encaminhamentos ocorressem com relativa tranquilidade e principalmente com muito afeto e respeito por todos.

O evento: II ECAC

A qualidade de um encontro é proporcional a qualidade das contingências criadas por seus organizadores. A equipe de monitores funcionou muito bem, o ambiente foi bem organizado, a família do Silvio e Olga contribuíram muito para a organização dos lanches nos intervalos e, o que é mais importante, as pessoas (participantes, conferencistas e organizadores) estavam felizes. Um ambiente gratificante para todos que lá estavam.

Dito tudo isso sobre a organização do evento, é hora de falar sobre as atividades lá realizadas…

Desde o início dos preparativos do II ECAC em 2008, a proposta era que no evento fosse evidenciado aspectos importantes do desenvolvimento da Análise do Comportamento como uma contribuição a sociedade. E foram 2 anos de preparação formulando uma idéia de programação, descobrindo pessoas que pudessem contribuir para esse exame.

img_0955_1037x1555O evento começou com Sílvio Botomé apresentando um exame de múltiplas contribuições na história da Ciência e da Análise do Comportamento que possibilitaram o desenvolvimento de uma Ciência Comportamental que produz efetivas mudanças na sociedade e que possibilita enxergarmos e entendermos as contingências sob as quais nos comportamos. Essa apresentação foi uma espécie de sinopse do que aconteceria nos dois dias seguintes com graus de detalhamento ainda mais sofisticados a partir das contribuições dos conferencistas convidados.

No segundo dia, começamos com Mônica Gianfaldoni (PUCSP) explicitando contribuições gerais da história de desenvolvimento da Ciência e a localização da Análise do Comportamento como parte dessa história. Um aspecto que parece ter sido bem valorizado é a caracterização da Ciência como um processo de conhecer que possibilita ao homem compreender com alto grau de precisão o mundo a sua volta. Outro aspecto importante é a valorização do trabalho de quem dedicou sua vida, ou parte dela, para criar condições para que as gerações posteriores pudessem ir além. Criticar qualquer cientista ou filósofo por limitações de suas idéias no passado as vezes parece ser um fetiche de estudantes contemporâneos, que não percebem que as idéias dessas pessoas é que possilitaram, inclusive, que fossem identificadas possibilidades de ir além de suas próprias idéias. Respeito ao que veio antes, modéstia para reconhecer que não partimos de um vazio, mas do produto dos comportamentos de muitos outros é uma lição de sensibilidade, ética e respeito.

Em seguida tivemos a sempre preciosa contribuição de Isaias Pessotti, nosso pensador. Isaias apresentou a história ou desenvolvimento da Análise do Comportamento desde as contribuições dos fisiologistas como Pavlov, passou por Skinner e Keller até as contribuições dos pioneiros da Análise do Comportamento no Brasil, como Carolina Bori, Rodolfo Azzi, ele próprio e os demais pioneiros. Detalhou essa história com a perícia de quem a viveu e lutou muito por tudo isso. Como sempre, Isaias nos deliciou com muito humor as dificuldades, desafios e superações que os bravos guerreiros behavioristas da primeira geração no Brasil tiveram que enfrentar para superar desafios políticos como a ditadura militar e o próprio preconceito para com os behavioristas. Vale destacar as histórias de como eram os primeiros experimentos, com equipamentos montados por eles próprios e as descobertas decorrentes de tudo isso. Isaias, nosso pensador, nos fez questionar nossos próprios comportamentos e valorizar aqueles que abriram a possibilidade de estudar e trabalhar com análise do comportamento no mundo e no Brasil.

img_1037_1555x1037Continuamos com preciosa contribuição da Tatu (Maria Helena Leite Huzinker da USP) que destacou um princípio fundamental para a compreensão das contribuições da Análise do Comportamento: todo comportamento é adaptado. O que chamamos de “doença psicológica” é mais um nome para uma interação específica entre um indivíduo e seu ambiente do que algo que ocorre dentro desse indivíduo. Tatu, que é uma cientista de referência no mundo em seus estudos sobre desamparo aprendido, apresentou dados do que descobriu por meio de pesquisa básica e, o que foi mais importante, ilustrou com muita modéstia e precisão a quantidade de variáveis que simplesmente não temos conhecimento ainda sobre processos comportamentais. O trabalho do cientista é cumulativo e apresenta avanços graduais. Não temos uma Ciência acabada, pois isso seria contrario a própria definição de Ciência. Temos um processo que nos permite conhecer, avaliar o conhecimento e aperfeiçoa-lo constantemente a partir das novas descobertas. E foi isso que a Tatu nos demonstrou.

Para fechar o segundo dia de evento, Vera Regina Otero (ORTEC Ribeirão Preto) que é uma das pioneiras em terapia comportamental no país, relatou aspectos importantes no trabalho de um psicólogo clínico a partir do conhecimento científico e dos princípios e métodos da Análise do Comportamento. A coerência entre a forma de atuação de um analista do comportamento e o que entendemos por Ciência parece ter sido muito bem evidenciado. Técnicas e instrumentos são acessórios que ajudam o terapeuta, mas não o que orienta sua atuação. Aprender a caracterizar comportamentos (ou analisar comportamento) e a sintetizar novos comportamentos ou fortalecer os existentes são aquilo que é mais importante. Aprender a fazer isso requer contínuo estudo das contribuições das pesquisas básicas e a modéstia de compartilhar as próprias descobertas com os outros e aprender com os outros.

img_1270_1555x1037No último dia do evento (17/04/2010), tivemos mais 3 atividades. Na primeira, Roberto Banaco (PUCSP e PARADIGMA) examinou sua própria história como aprendiz, profissional e professor de Análise do Comportamento. Essa atividade permitiu que os participantes, em sua maior parte estudantes de graduação e pós-graduação identificassem os desafios, dificuldades e conquistas de um profissional nessa área de conhecimento. A valorização de outros profissionais com quem aprendeu a comportar-se como analista do comportamento demonstrou, mais uma vez, o respeito e a modéstia de reconhecer que ninguém cresce sozinho nesta vida. Roberto, de maneira muito afetiva, transformou sua apresentação em uma verdadeira homenagem a todos aqueles que lhe possibilitaram aprender novos comportamentos. Por fim, Roberto apresentou os fatos e idéias que culminaram na criação do Núcleo Paradigma em São Paulo que hoje é uma das referências em formação de profissionais analistas do comportamento no país. A criação desse empreendimento possibilitou condições para desenvolvimento de profissionais iniciantes e abertura de novos campos de atuação em Análise do Comportamento. A orientação de um projeto dessa magnitude orientado para necessidades da sociedade foram impactantes para todos nós, que não conhecíamos a gênese do projeto e as dificuldades enfrentadas ao longo do caminho.

Em seguida tivemos a apresentação de um profissional que nem sabia que Análise do Comportamento existia, mas que já está a pelo menos 60 anos lutando pela construção de melhores contingências em comunidades e ensinando comportamentos de grande valor social para aqueles que são marginalizados na sociedade. O irmão Antônio Cecchin há muito tempo trabalha com catadores de papel, agricultores sem terra entre outros grupos que vivem a margem da sociedade em condições muito precárias de vida. A vitalidade desse senhor de 82 anos que continua atuando ativamente a frente de movimentos populares comoveu a todos nós. Um homem que dedicou e dedica todos os seus dias na luta por aqueles que nada têm e que vive no mundo marginalizado. A pergunta “A quem nós psicólogos servimos de fato?”, questionada por Sílvio Paulo Botomé em um artigo polêmico na década de 1980, e a idéia de uma Análise do Comportamento como “parte do problema ou parte da solução”, indicada por James Holland em seu clássico artigo com esse nome, voltou a tona: estamos atuando para promover boas contingências, equilibrio nas relações de poder, melhores condições de vida àqueles que necessitam ou apenas reproduzindo aquilo que nos dá conforto e atendendo a pequena parcela da sociedade que já detem poder e recursos em demasia?

img_1344_1555x1037Irmão Antônio foi aplaudido de pé por todo o público em reconhecimento das batalhas que enfrentou em sua vida e nos ideiais que orientam suas ações sem nunca perder a esperança e o bom humor. Confesso que chorei ao final de sua apresentação. Ver um homem que tanto estudou (vários cursos de graduação em seu currículo e uma erudição fantástica) que se dispõe a viver com os pobres e os ensina a lutar por seus direitos. Antônio é um legítimo exemplo de um homem que apresenta “comportamentos behavioristas”, examinando contingências, identificando necessidades sociais e intervindo sobre elas.

A última atividade envolveu o depoimento de diversos colegas que passaram pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSC, na linha de pesquisa em Análise do Comportamento, que relataram o que aconteceu em seus trabalhos após a pós-graduação. Identificar os desafios e as conquistas de cada um deles foi uma espécie de motivação para aqueles que se encontram em meio a suas formações e que, agora, localizam melhor aquilo que fazem em um panorâma histórico mais amplo e enxergam contingências que devem orientar suas ações na sociedade.

Por fim…

Fortes emoções foi o que vivi no II ECAC. Consegui enxergar com mais clareza e precisão uma quantidade enorme de variáveis envolvidas no meu próprio comportamento profissional. E aprendi uma lição muito importante que gostaria de compartilhar.

Eu disse que em dado momento sugeri que cancelassemos o evento para evitar confusões e estresse para os organizadores. Nesse momento eu estava olhando mais para necessidades internas minhas e para o conforto e bem estar dos demais organizadores. Sílvio Botomé ignorou isso e eu achei na época que fosse uma decisão insensata dele. Mas o ânimo dele e dos demais organizadores era tão grande que eu também fui contagiado para manter-me trabalhando nisso. Depois do ECAC, ficou claro para mim que o que controlava o comportamento dele era a função social do evento, os benefícios diretos e indiretos para todos os participantes e não a dificuldade ou problemas que poderiam ocorrer para os organizadores.

Mais uma vez, “a quem nós psicólogos servimos de fato?” parece ser uma pergunta crucial para nos fazermos todos os dias antes de irmos para nossas empresas, consultórios, faculdades, etc. ou mesmo quando organizamos encontros para estudantes.

Só tenho a agradecer a todos os colegas organizadores por todo o trabalho empreendido e por me manter animado mesmo quando perdi as esperanças, ao exército de monitores que viabilizaram a ocorrência do evento, aos conferencistas convidados por suas preciosas, afetivas, modestas e respeitas contribuições, e aos participantes que mesmo sabendo do evento em cima da hora acreditaram no ECAC como uma boa oportunidade de atualização em Análise do Comportamento.

Agora é hora de avaliar tudo o que aconteceu para viabilizar novas contingências coerentes com o que acreditamos e fortalecer as que já construímos. Quem sabe, em 2012, compartilhamos novas vivências no III ECAC.

Confira a galeria de fotos do evento clicando aqui.

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Todos dançando ROUBOLATION em ano eleitoral

Após o sucesso do Rebolation no carnaval, chegou a hora do Roubolation no ano eleitoral. Um grupo de humoristas fez uma paródia muito legal pra abrir os olhos das pessoas sobre infelizes práticas comuns de anos eleitorais. Acorda Brasil! Não vamos deixar essa dança pegar!

Só se faz guerra quando é rentável

O Prof. Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho (ou Caco…) encaminhou um vídeo muito pertinente sobre guerras. Um soldado americano que esteve no Iraque narra sua percepção sobre o que é uma Guerra, quem são os terroristas e o que faz países declararem guerra. Vale a pena ser  visto e compartilhado:

Crescimento insustentável: artigo de Roberto Nicolsky

“Exportamos cinco toneladas de soja ou quatro de minério de ferro pelo preço de um laptop, cuja produção gerou mais empregos e renda”

Roberto Nicolsky é doutor em física e diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec). Artigo publicado na “Folha de SP”:

Felizmente o Brasil já superou os principais reflexos da recente crise econômica mundial. Mas mesmo assim a economia brasileira, que entre 2006 e 2008 cresceu a uma taxa média de cerca de 5% ao ano, em 2009 não repetirá esse desempenho e deverá até encolher um pouco, conforme as estatísticas irão mostrar. A questão a se discutir, portanto, é se o modo de crescer que o governo vem praticando é sustentável.

O crescimento brasileiro tem sido puxado, principalmente, pelos produtos agropecuários, extrativos e primários. São as chamadas commodities, de muito pouco valor por unidade física. Crescemos também produzindo para o mercado interno mediante a expansão do crédito, o que levou famílias a consumir mais, mas também a aumentar muito o seu endividamento.

O inconveniente desse tipo de crescimento é que ele se sustenta no crescimento, bem mais acelerado, de outros países, como a China. Os preços de commodities são definidos pela demanda do mercado mundial, e se nos últimos anos têm estado elevados é porque a China compra muito. São fatores que fogem ao nosso controle e qualquer mudança pode paralisar o nosso crescimento, exatamente como aconteceu neste ano.

Esses fatores, em conjunto com a apreciação do real frente ao dólar, geram uma forte pressão de substituição da produção interna por produtos importados, principalmente aqueles de maior intensidade tecnológica e maior valor agregado. Ou seja, exportamos cinco toneladas de soja ou quatro de minério de ferro pelo preço de um laptop, cuja produção gerou muito mais empregos e renda.

A indústria brasileira de transformação, que agrega tecnologia e deixa o produto pronto para o consumidor final, está crescendo bem menos do que o PIB. A nossa economia é cada vez mais produtora de commodities agropecuárias e minerais, de produtos básicos e de serviços simples, como o comércio.

A indústria instalada no país, seja eletrônica, farmacêutica, de máquinas e equipamentos etc., importa mais e mais componentes com os quais finaliza ou monta os produtos, sem que o governo aja na defesa da renda e dos empregos industriais. Já tivemos a quinta indústria de bens de capital do mundo e hoje temos apenas a décima quarta, com muito menos conteúdo tecnológico próprio. Isto é a desindustrialização!

Entre 2006 e 2008, o déficit do comércio exterior em produtos de maior valor agregado e alta intensidade tecnológica quadruplicou, alcançando US$ 51 bilhões, enquanto exportávamos cada vez mais commodities.

A consequência dessa inconsistente política industrial é que o crescimento da indústria de transformação tem sido inferior ao do PIB. Só em 2008, enquanto a produção interna bruta total cresceu 5,08%, a indústria de transformação registrou um acréscimo de apenas 0,85%, perdendo quatro pontos percentuais de participação no PIB, o que significa menor oferta de empregos de qualidade nos centro urbanos e menor massa salarial na economia.

Mas é possível crescer mais do vimos crescendo? Claro que sim, pois esse é o desempenho de países como China e Índia, que têm crescimento entre 9% e 11% por ano puxado pelas suas manufaturas. Durante a crise que acarretou a redução do nosso PIB deste ano, a China cresceu 8,9% e a Índia 6,5% ao ano.

Como seria possível termos um desempenho semelhante? Colocando o nosso foco no desenvolvimento rápido da indústria de transformação mediante investimentos na acelerada agregação de inovações tecnológicas com preservação ambiental e sem reduzir as atividades agropecuárias e de mineração.

Ou seja, ao invés de apenas esburacarmos cada vez mais a nossa terra e desmatarmos as nossas florestas para fazer pastos ou plantar soja, devemos usar a nossa criatividade para desenvolver e agregar as inovações que o mercado mundial quer em nossos produtos, de uma maneira compatível com a sustentabilidade -as chamadas tecnologias verdes-, tornando-nos altamente competitivos e disputando esse mercado até com produtores asiáticos, que ainda não têm uma ação ambiental consistente.

Este é o caminho para o país crescer de modo sustentável: investir pesadamente no desenvolvimento de tecnologia nacional e na incorporação de inovações em nossas manufaturas para que elas atendam o mercado global, gerando empregos qualificados e renda bem distribuída, sem prejudicar o meio ambiente. Fala-se que podemos crescer mais de 5% em 2010. É possível, se o rápido crescimento da China deixar, pois, como visto, esse modelo é para nós um crescimento insustentável.

(Folha de SP, 5/1)

Onde está a turma da TRAMONTRIP

tramontrip-novoEsta semana conversei com eternos amigos que dividiram um grande sonho e grandes conquistas. É o pessoal que trabalhava na Organização Não Governamental TRAMONTRIP Educação Socioambiental. Essa ONG foi criada em 2002 por um grupo de profissionais e estudantes universitários cujo objetivo era promover Educação Ambiental em áreas naturais para jovens em situação de risco. Eu tive o privilégio de assumir a função de Diretor Executivo desta organização entre 2002 e 2006. Foi uma experiência incrível!

Na gênese da ONG haviam pessoas ligadas ao movimento escoteiro que queriam levar parte dos métodos escoteiros para pessoas excluídas socialmente, pessoas com vasto conhecimento sobre conservação ambiental que queriam promover programas ambientais inovadores, estudantes de psicologia e psicólogos interessados em pesquisar sobre comportamento humano e meio ambiente, pessoas que queriam fazer sua parte para a melhora de nossa cidade, entre tantos outras caraterísticas das pessoas que dedicaram seu tempo voluntariamente em prol de um objetivo comum.

Os voluntários da Tramontrip produziram muita coisa. Mutirões ambientais, cursos e palestras, atividades recreativas, treinamentos pra voluntários, fiscalização ambiental, atividades educativas, etc. Vale destacar a principal atividade da ONG que chamava-se Aventura Ecológica. Esse era nosso carro-chefe! Uma espécie de corrida de aventura em áreas naturais com jovens de instituições sociais de Curitiba. Era atividade em que jovens passavam o ano inteiro esperando por ela e que nossos voluntários passavam o ano inteiro se dedicando por ela. Nela integrávamos ensino de questões ambientais, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe, cooperação e muita diversão na natureza! Em breve disponibilizo alguns materiais sobre essa atividade para que vocês tenham noção da complexidade da operação envolvida, dos métodos utilizados e dos conceitos trabalhados.

aventuraConseguimos na Aventura Ecológica inserir todo o conhecimento que tinhamos disponível a partir das competências de nosso corpo de voluntários. Psicologia, Educação Física, Pedagogia, Engenharia Florestal, Turismo, Engenharia Mecatrônica, Arqutetura, Análise de Sistemas, Fisioterapia, Medicina entre outras áreas de conhecimento que eram representadas pelos voluntários em cada reunião para projetar essa atividade. Acredite: Embora pareça maluquice, nós conseguíamos integrar tudo isso!

Tenho fortes evidências e dados que me permitem afirmar que as ações da ONG produziram mudanças nas vidas de muitas pessoas que participaram de nossas atividades. E tenho evidências ainda mais fortes para afirmar que quem mais foi influenciado pelas ações da ONG foram as pessoas que nela trabalharam. A ONG não opera mais desde 2007. Mas seu legado permanece. Fiz uma pequena relação com alguns dos membros da Tramontrip que tenho notícias para ver o que andam fazendo. E não me surpreendi ao notar que, cada um deles, continua a trabalhar - profissional ou voluntariamente - nas mesmas causas que nos mobilizaram nos anos passados. Confira a lista:

Francisco Zaleski de Matos: Famoso Chico, formou-se em Turismo, trabalha em uma agência de viagem e na produção do Programa Band Pé no Rio. Esse programa da rede Bandeirantes no Paraná utiliza um formato semelhante ao que criamos na Aventura Ecológica visando Conservação Ambiental, mas destinado ao público universitário e com caráter mais competitivo. O Chico, antes de trabalhar no programa, participou com competidor e acho ser justo dizer que sua experiência na Tramontrip lhe auxiliou a ter um ótimo desempenho, bem como contribuir com idéias malucas e inovadoras para o programa.

Fernanda Foltran: Fernanda, a mulher que sempre tornou belas as idéias malucas dos demais,  se formou em arquitetura, já trabalhou em Angola, e atualmente, além de praticar yoga,  trabalha em um escritório de arquitetura. É um exemplo de cidadã, sempre preocupada com as consequencias de suas ações e com a aplicação da arquitetura para promoção da cultura, relações sociais e conservação ambiental.

Marcus Vinícius Concatto: Nosso querido Vina se formou em Turismo, trabalhou com ecoturismo e turismo de aventura em Florianópolis, passou a trabalhar na Aliança Empreendedora em comunidades em situação de risco e que, agora, também volta a realizar atividades relacionadas a conservação ambiental. Montanhista que não vive longe da montanha, também já foi presidente da AIESEC em Curitiba e do centro acadêmico de turismo da UFPR, onde junto com demais membros criou programa de Ecoturismo.

Evandro Machado: Nosso atleta, se empolgou tanto com nossas aventuras ecológicas que nunca mais parou. Evandro é hoje atleta de corridas de aventura, com equipe que leva o nome de nossa ong TRAMONTRIP, e que tem resultados expressivos no estado do Paraná e brasil.

Estêvão Berri: Nosso Professor Pardal, que era o responsável por transformar idéias malucas em realidade, continua sendo Professor Pardal. Mas agora prestando serviços para o Cirque Du Soleil. A habilidade em manusear cordas, aço e criar coisas que não existem que era tão valorizada e importante na ONG, continua a ser a marca forte de nosso engenheiro maluco.

Alexandre Foti: Homem de estratégias e pensamento lá no futuro. Foti se formou em Direito e atualmente tem um escritório de advocacia em Curitiba. Dedica parte de seu tempo a um programa de atendimento a pessoas que não possuem condições de pagar pelos honorários advocatícios, sempre consciente da função social de sua profissão.

Anderson Bobko: Anderson está longe… Depois de se graduar em Engenharia Florestal foi para o Pará, onde trabalha em projetos de uso sustentável da floresta. Ele que sempre foi escoteiro e ainda tramontripeiro, não poderia estar em lugar melhor: no meio da floresta com sua esposa e filhos.

Aurélio Alfieri Neto: Nosso educador físico e empreendedor, integrando seus multiplos conhecimentos desenvolveu um sistema de atividade física chamado Holistic Training, que integra o esporte com qualidade de vida, já implantado nas melhores academias de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, atua como professor em academia e atualmente dedica-se a pesquisar e implantar ações sustentáveis em ambientes de academia.

Além deles, há muitos outros cujas histórias alguns eu não tenho mais acompanhado… Se algum de vocês - voluntários da Tramontrip - passarem por aqui, deixe seu comentário e conte o que anda fazendo!

Grande abraço com saudosismo para todos!

O que está acontecendo com o Brasil

Sei que por vezes fujo do foco do blog, mas há materiais que precisam ser conhecidos e compartilhados para aumentarmos as chances de melhorar nosso país. Recebi por email o link para um vídeo que diz ser uma entrevista censurado gravada no programa Jô Soares. Não conferi para saber se realmente isso foi censurado… Mas o fato é que a analise apresentada é coerente e evidencia parte da patifaria que esta aconcendo sob nossos narizes e que não temos feito nada em relação a isso.

Vídeo imperdível:

A assustadora apatia política dos jovens

Corrupção, nepotismo, bandidagem, politicagem, irresponsabilidade, destruição ambiental, enriquecimento ilício e tantos outras atividades denunciadas diariamente nos jornais. E o que fazemos em relação à tudo isso?

Resmungamos? Dizemos que o país está perdido? Que não tem mais jeito? Que sempre foi assim? Que não há o que fazer?

Chega a ser assustadora a apatia política da atual juventude. Por muito menos, em gerações passadas, estudantes invadiam as ruas, os plenários e exigiam mudanças e melhores decisões políticas. Hoje, no máximo, comentários genéricos ou engraçadinhos enviados pelo twitter parecem ser a forma de manifestação daqueles que ainda se manifestam…

O que aconteceu com nossa juventude? Por que não se envolvem com política pública? Em uma discussão recente em nosso Programa de Pós-graduação, um dos professores destacou que antes da ditadura militar em nosso país, a participação dos movimentos estudantis nas decisões políticas era intensa. Com a ditadura, tais movimentos foram reprimidos e os que continuaram a lutar por um país melhor acabaram torturados, mortos ou exilados.

A ditadura militar acabou… e nós? Por que continuamos a agir como se corressemos o risco de sermos torturados ou exilados por manifestar nossas opiniões e idéias para a construção de um país melhor? Algumas crônicas recentes no jornal Folha de São Paulo examinam que não são necessários militares para acabar com a participação política da juventude de um país. A própria política (ou os políticos que ocupam cargos públicos) já tem criado contingências suficientes para atenuar a participação de outras pessoas, que não eles próprios, nas decisões governamentais.

Resumindo: Quem está no poder cria condições para permanecer no poder. Perdemos completamente o horizonte de um projeto de desenvolvimento econônico, social e ambiental para o país como orientador das ações de nossos governantes, para a simples luta pela manutenção de poder de quem já o detêm. Parafraseando meu orientador, o critério orientador das ações dos políticos tem sido a mera “ocupação de espaço“.

Incentivo aqui nesse site a participação dos leitores para acompanhar, avaliar e questionar as decisões de nosso presidente, senadores, deputados, prefeitos, etc. Na barra à esquerda, há link direto para enviar email para senadores e deputados. Pessoalmente, aprendi com meu pai, já há algum tempo, a ser “chato” e enviar emails para eles com alta frequência. De todos os emails que mandei, no máximo 5 foram respondidos. Dois deles por respostas padrão que não respondiam absolutamente nada do que era questionado. Esse exemplo ilustra o desinteresse de nossos governantes de que as pessoas participem das decisões tomadas, ou do debate público daquilo que acontece nos círculos fechados da governança de nosso Estado.

Diante da inércia daqueles que deviam brigar por um país melhor (NÓS MESMOS!) e do total desinteresse de nossos governantes de que tenhamos controle sobre aquilo que eles fazem, o que nos cabe fazer?

Manter-se resmungando não me parece uma boa saída…

Não fazer nada seria incompatível com tudo que acredito…

E aí? Quais são suas idéias para contruirmos um país melhor?


Para além dos problemas (ou para além do petróleo…)

A coluna de Clóvis Rossi na Folha de São Paulo de hoje destaca um aspecto muito importante em toda a zona discussão sobre o marco regulatório da extração do petróleo do pré-sal brasileiro. Mas antes de falar disso, apenas para contextualizar à quem ainda não entendeu o que está acontecendo em relação ao modo como o governo encaminha o marco regulatório, destaco alguns trechos do editorial do mesmo jornal sobre o assunto:

“(…) Propor a tramitação em 90 dias, no regime de urgência constitucional, de um programa que subverte todo o modelo de exploração, tributação, concorrência e partilha de recursos fiscais em curso - e que, além disso, exige emissão de mais de R$100 bilhões em dívida pública, o equivalente a dois meses de arrecadação federal - é um acinte. O governo federal e a Petrobrás (…) não são os únicos interessados na discussão. A mudança afeta toda a sociedade, detentora das riquezas do subsolo. A tramitação dos quatro projetos de lei pelo Congresso é a oportunidade de dar a Estados, municípios, trabalhadores, consumidores, empresários, ambientalistas e técnicos o tempo que for necessário para que se façam ouvir. A precipitação de Lula chega a ser ridícula diante do fato de que não se sabe, com o mínimo de segurança, qual a dimensão da renda petrolífera que se quer, desde já, dividir. (…). Na falta de mapeamento da região de 149 mil km², campeia uma incrível dispersão de palpites. De 30 bilhões de barris a 300 bilhões de barris, vai uma diferença oceânica. No primeiro caso, o Brasil apenas administraria pelas próximas décadas a autossuficiência energética já obtida; no segundo, seria alçado à condição de potência exportadora. (…) A Petro-sal, designada na proposta para realizar função que deveriam ser técnicas e não políticas, seria uma porta escancarada para corrupção, negociatas e privilégios (…).”

Enfim… Apenas para variar, perspectivas de politicagem, corrupção, negociatas e mais corrupção…

Mas, acredite, não é sobre isso este post! vamos retornar a coluna de Clóvis Rossi:

Enquanto em terras tupiniquins se discute quem leva mais $$$ e quem terá mais poder, não há nada sendo examinado em relação as possibilidades de uso dos recursos provenientes do pré-sal como possibilidade de investimentos em tecnologias energéticas limpas.

Por que não vincular parte da renda do pré-sal com a melhoria das condições de sustentabilidade ambiental? Por que insistir na idéia de desenvolvimento econômico desvinculado de desenvolvimento ambiental e social?

É muito fácil ao presidente dizer em palavras genéricas e imprecisas que a renda do pré-sal pode repercutir na vida do trabalhador brasileiro. O que o presidente não quer avaliar avalia é que as políticas públicas poderiam já criar condições de atrelar a renda obtida com o desenvolvimento ambiental e social do país.

Por ironia do destino, ontem, no Reino Unido, foi oficialmente lançada a campanha 10:10 cujo objetivo é envolver indivíduos, organizações e o Estado na meta de reduzir em 10% as emissões de carbono já no ano de 2010 (clique aqui para ver site da campanha).

Talvez seja hora de aproveitarmos os debates sobre o pré-sal se o governo nos permitir fazê-lo… e as condições que ele propiciará à nosso país para avaliarmos possibilidades de repensar as soluções de nossos problemas energéticos e de sustentabilidade. Enquanto estivermos com os olhos sujos de petróleo, não seremos capazes de enxergar além. E isso poderá nos custar muito caro…

A C O R D A   B R A S I L ! ! !

O que você anda fazendo?*

* Texto de autoria desconhecida, que recebi por email e fiz adaptações.
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Pessoas que…

corrupcao1- Saqueiam cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estacionam nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Estacionam em vagas exclusivas para deficientes.
- Subornam ou tentam subornar quando são pegos cometendo  infrações.
- Trocam votos por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura, comida.
- Falam no Celular enquanto dirigem
- Trafegam pela direita dos acostamentos em congestionamentos.
- Param em filas duplas, triplas, n-uplas em frente às escolas
- Violam a Lei do Silêncio.
- Dirigem  após consumir bebidas alcoólicas.
- Furam filas, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalham mesas e churrasqueiras nas calçadas.
- Pegam atestados médicos sem estar doentes, só para  faltar ao trabalho.
- Fazem gatos de luz, de água e de TV a cabo.
- Registram imóveis nos Cartórios em valores abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios , só para pagar menos impostos.
- Compram recibos para abater o Imposto sobre a Renda
- Quando viajam a serviço pelas empresas, se o almoço custou 10 pedem nota de 20.
- Comercializam objetos doados nas campanhas de catástrofes.
- Adulteram os velocímetros dos carros para vendê-los como se fossem pouco rodados.
corruptos02- Compram produtos com a plena consciência de que são piratas.
- Substituem o catalisador do carro por um que só tem a casca….
- Diminuem a idade do filho para que passem por baixo da roleta dos ônibus
- Emplacam o carro  fora do seu domicílio para pagar menos IPVA
- Frequentam os caça-níqueis e fazem uma fezinha no jogo de bicho.
- Levam das empresas onde trabalham, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis….  como se isso não fosse furto.
- Comercializam os vales transportes e os vales refeição que recebem das empresas onde trabalham.
- Falsificam tudo, tudo mesmo.. só não falsificam aquilo que ainda não foi inventado…
- Quando voltam do exterior, nunca falam a verdade quando o policial perguntam o que trazem na bagagem…
- Quando encontram algum objeto perdido, não devolve.

Pode questionar a honestidade de políticos ou se escandalizar com as farras de nossos governantes?

Nossos políticos saíram do meio do povo e foram eleitos pelo povo. Além de reclamar de quem está em Brasília, devemos também avaliar nossos próprios comportamentos.

O que você anda fazendo em sua vida?

Mais uma de nosso presidente Luis Inácio…

Nessas horas chega a dar vergonha ser brasileiro. Como é que elegemos um cara desse para presidente????

A tira produzida pelo Tiago Nepomuceno apresenta a brilhante frase do Lula sobre o avião desaparecido da Air France…

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Citação

Trabalhar pelo desenvolvimento dos preceitos da sustentabilidade é, além de uma necessidade de sobrevivência para as espécies, um compromisso socioambiental ético e político dos cientistas.

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Eventos

II Encontro Catarinense de Análise do Comportamento
De 15 a 17 de abril de 2010 em Florianópolis - SC. Saiba mais

IV Encontro Paranaense de Análise do Comportamento
De 13 a 15 de maio de 2010 em Londrina. Saiba mais

XIX Encontro da ABPMC
De 23 a 26 de setembro de 2010 em Campos do Jordão - SP. Maior fórum de analistas do comportamento do Brasil. Saiba mais

Twitter @heldergusso