O que aconteceu com o pequeno Albert?

Já havia lido em livros de introdução a Psicologia e mesmo em livros de Administração muitas histórias sobre o que teria acontecido com o pequeno Albert. Para quem não lembra, o “pequeno Albert” é como ficou conhecido na literatura internacional o menino com o qual John Watson realizou experimentos de aprendizagem respondente (reflexa). Por exemplo, ao ver um ratinho branco, emitia-se um ruiduo estrondoso e aversivo para o menino. Com o passar das ocorrências, observou-se que não apenas o rato branco elicia respostas emocionais, mas também qualquer outra coisa branca. Esses estudos marcaram o início do campo de pesquisa sobre generalização e discriminação de estímulos também.

Nas histórias que alguns livros contam, o pequeno Albert teria se tornado um adulto doente, problemático, fóbico, medroso, entre outros adjetivos. Mas nunca havia visto nenhuma referência a um trabalho que de fato tivesse investigado o que ocorreu com o pequeno Albert com informações confiáveis. Para buscar informações confiáveis sobre o que teria ocorrido com um dos sujeitos experimentais mais famosos da história da Psicologia o psicólogo Hall Beck realizou uma busca que durou 7 anos para descobrir o paradeiro de Albert. Os detalhes dessa aventura científica estão publicados na revista American Psychologist.

Eu não tive acesso ao artigo completo, apenas ao relato de André Cravo apresentado pelo blog da SBNC. Ele relata que o verdadeiro nome de Albert era Douglas. No texto, André ainda  destaca com muita propriedade que na época (década de 1920) não haviam procedimentos éticos estabelecidos e que não era comum mudar o nome de voluntários, como foi feito por Watson. Além disso, nenhuma das lendas urbanas sobre o destino do pequeno Albert – ou Douglas – estava certa. O pequeno Douglas morreu com apenas 6 anos de idade, possivelmente por sequelas de uma meningite. Fim trágico para um personagem tão importante para a história da Psicologia…

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