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Economia Comportamental

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Palavras chave: Análise do Comportamento

Avaliação do II ECAC

Antes do evento…

II ECAC entrou para a história da Análise do Comportamento no Sul do BrasilA história do II ECAC (Encontro Catarinense de Análise do Comportamento) tem detalhes que talvez poucos conheçam. Após a realização do primeiro encontro, em abril de 2007, havíamos planejado realizar a segunda edição em 2009. Uma equipe de organizadores foi estruturada ainda em 2008, projeto submetido a agência de fomento do Governo de Santa Catarina (FAPESC) e, ainda em 2008, a aprovação da verba para realização do evento.

O que parecia ser um início tranquilo, tornou-se um pesadelo. O acesso a verba liberada era mediado pela UFSC, por meio de sua fundação (FAPEU) que, naquela época, sofreu intervenção do Ministério Público  por problemas fiscais. Nossa esperança de realizar o evento, que se torna inviável sem o apoio da FAPESC, foi por água abaixo. Além do ECAC, muitos outros eventos sofreram o mesmo nesse período.

A FAPESC, visando superar esse problema, mudou seus procedimentos e passou a assinar contrato diretamente com o pesquisador responsável, tirando a intermediação da FAPEU, abrindo novo edital para evento. Isso possibilitou que encaminhassemos novamente o projeto para uma nova solicitação de recursos. Com isso, a realização do II ECAC em 2010 começou a tornar-se uma possibilidade.

img_0859_1001x669Foram muitas reuniões dos organizadores (Sílvio, Olga, Nádia, Juliane, Gabriel, Hélder, Fernanda, Celina e Eduardo) avaliando demandas de nosso estado para serem atendidas por meio do encontro, possibilidades de programação e convidados, análise de espaços para realização do evento, entre outras atividades necessárias na organização desse tipo de encontro. Tudo parecia caminhar em passadas fortes.

Mas para nossa surpresa, mesmo com o novo procedimento da FAPESC, a liberação da verba para o evento demorou muito. Já em 2010 ainda estávamos angustiados com a dificuldade (pra não dizer incontrolabilidade e imprevisibilidade!) para encaminhar a organização, por não saber se teríamos o recurso necessário.

Com tudo isso, entramos em um dilema: Sabíamos que se não divulgassemos logo o evento, não teríamos público. Se divulgassemos, talvez não tivessemos a verba para realizá-lo. Um dilema de tirar o sono…

Em fevereiro de 2010 eu, pessoalmente, já estava desiludido. Já tinha me convecido de que o evento não aconteceria. Para minha surpresa, Silvio e Olga convocaram mais uma reunião para dar encaminhamento ao evento. Eu já sou macaco velho na organização de evento (já somam mais de 15 organizações nos últimos 10 anos). Encontrei Sílvio no corredor e falei para ele que teríamos muito pouco tempo para organizar e divulgar o evento e que isso traria muito estresse além do que já vivemos na correria do dia-a-dia. Disse ainda: “inviável“. Sílvio simplesmente ignorou minha argumentação, disse que tudo daria certo e confirmou a reunião.

img_0901_1037x1555Embora eu acreditasse que as condições não nos eram favoráveis, mantive-me junto aos organizadores e buscando forças pra acender chamas de esperanças de que tudo seria possível e que teríamos um bom encontro. Mas, confesso, sabia que com apenas 2 meses de divulgação teríamos grandes dificuldades.

Os dois meses de reta final passaram, além dos 9 organizadores, juntaram-se um verdadeiro exército de bravos monitores. Além deles, contamos com o apoio de muitos ex-alunos de Sílvio e Olga que hoje se multiplicam por Santa Catarina e Rio Grande do Sul, disseminando a Análise do Comportamento às novas gerações.Com todo esse apoio, demorou mas os participantes apareceram: estudantes e profissionais de todo o Estado de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Tínhamos aquilo que é mais importante em um evento: participantes.

Apesar da pressa para viabilizar tudo, as contingências criadas, mantidas e fortalecidas foram muito favoráveis para que os encaminhamentos ocorressem com relativa tranquilidade e principalmente com muito afeto e respeito por todos.

O evento: II ECAC

A qualidade de um encontro é proporcional a qualidade das contingências criadas por seus organizadores. A equipe de monitores funcionou muito bem, o ambiente foi bem organizado, a família do Silvio e Olga contribuíram muito para a organização dos lanches nos intervalos e, o que é mais importante, as pessoas (participantes, conferencistas e organizadores) estavam felizes. Um ambiente gratificante para todos que lá estavam.

Dito tudo isso sobre a organização do evento, é hora de falar sobre as atividades lá realizadas…

Desde o início dos preparativos do II ECAC em 2008, a proposta era que no evento fosse evidenciado aspectos importantes do desenvolvimento da Análise do Comportamento como uma contribuição a sociedade. E foram 2 anos de preparação formulando uma idéia de programação, descobrindo pessoas que pudessem contribuir para esse exame.

img_0955_1037x1555O evento começou com Sílvio Botomé apresentando um exame de múltiplas contribuições na história da Ciência e da Análise do Comportamento que possibilitaram o desenvolvimento de uma Ciência Comportamental que produz efetivas mudanças na sociedade e que possibilita enxergarmos e entendermos as contingências sob as quais nos comportamos. Essa apresentação foi uma espécie de sinopse do que aconteceria nos dois dias seguintes com graus de detalhamento ainda mais sofisticados a partir das contribuições dos conferencistas convidados.

No segundo dia, começamos com Mônica Gianfaldoni (PUCSP) explicitando contribuições gerais da história de desenvolvimento da Ciência e a localização da Análise do Comportamento como parte dessa história. Um aspecto que parece ter sido bem valorizado é a caracterização da Ciência como um processo de conhecer que possibilita ao homem compreender com alto grau de precisão o mundo a sua volta. Outro aspecto importante é a valorização do trabalho de quem dedicou sua vida, ou parte dela, para criar condições para que as gerações posteriores pudessem ir além. Criticar qualquer cientista ou filósofo por limitações de suas idéias no passado as vezes parece ser um fetiche de estudantes contemporâneos, que não percebem que as idéias dessas pessoas é que possilitaram, inclusive, que fossem identificadas possibilidades de ir além de suas próprias idéias. Respeito ao que veio antes, modéstia para reconhecer que não partimos de um vazio, mas do produto dos comportamentos de muitos outros é uma lição de sensibilidade, ética e respeito.

Em seguida tivemos a sempre preciosa contribuição de Isaias Pessotti, nosso pensador. Isaias apresentou a história ou desenvolvimento da Análise do Comportamento desde as contribuições dos fisiologistas como Pavlov, passou por Skinner e Keller até as contribuições dos pioneiros da Análise do Comportamento no Brasil, como Carolina Bori, Rodolfo Azzi, ele próprio e os demais pioneiros. Detalhou essa história com a perícia de quem a viveu e lutou muito por tudo isso. Como sempre, Isaias nos deliciou com muito humor as dificuldades, desafios e superações que os bravos guerreiros behavioristas da primeira geração no Brasil tiveram que enfrentar para superar desafios políticos como a ditadura militar e o próprio preconceito para com os behavioristas. Vale destacar as histórias de como eram os primeiros experimentos, com equipamentos montados por eles próprios e as descobertas decorrentes de tudo isso. Isaias, nosso pensador, nos fez questionar nossos próprios comportamentos e valorizar aqueles que abriram a possibilidade de estudar e trabalhar com análise do comportamento no mundo e no Brasil.

img_1037_1555x1037Continuamos com preciosa contribuição da Tatu (Maria Helena Leite Huzinker da USP) que destacou um princípio fundamental para a compreensão das contribuições da Análise do Comportamento: todo comportamento é adaptado. O que chamamos de “doença psicológica” é mais um nome para uma interação específica entre um indivíduo e seu ambiente do que algo que ocorre dentro desse indivíduo. Tatu, que é uma cientista de referência no mundo em seus estudos sobre desamparo aprendido, apresentou dados do que descobriu por meio de pesquisa básica e, o que foi mais importante, ilustrou com muita modéstia e precisão a quantidade de variáveis que simplesmente não temos conhecimento ainda sobre processos comportamentais. O trabalho do cientista é cumulativo e apresenta avanços graduais. Não temos uma Ciência acabada, pois isso seria contrario a própria definição de Ciência. Temos um processo que nos permite conhecer, avaliar o conhecimento e aperfeiçoa-lo constantemente a partir das novas descobertas. E foi isso que a Tatu nos demonstrou.

Para fechar o segundo dia de evento, Vera Regina Otero (ORTEC Ribeirão Preto) que é uma das pioneiras em terapia comportamental no país, relatou aspectos importantes no trabalho de um psicólogo clínico a partir do conhecimento científico e dos princípios e métodos da Análise do Comportamento. A coerência entre a forma de atuação de um analista do comportamento e o que entendemos por Ciência parece ter sido muito bem evidenciado. Técnicas e instrumentos são acessórios que ajudam o terapeuta, mas não o que orienta sua atuação. Aprender a caracterizar comportamentos (ou analisar comportamento) e a sintetizar novos comportamentos ou fortalecer os existentes são aquilo que é mais importante. Aprender a fazer isso requer contínuo estudo das contribuições das pesquisas básicas e a modéstia de compartilhar as próprias descobertas com os outros e aprender com os outros.

img_1270_1555x1037No último dia do evento (17/04/2010), tivemos mais 3 atividades. Na primeira, Roberto Banaco (PUCSP e PARADIGMA) examinou sua própria história como aprendiz, profissional e professor de Análise do Comportamento. Essa atividade permitiu que os participantes, em sua maior parte estudantes de graduação e pós-graduação identificassem os desafios, dificuldades e conquistas de um profissional nessa área de conhecimento. A valorização de outros profissionais com quem aprendeu a comportar-se como analista do comportamento demonstrou, mais uma vez, o respeito e a modéstia de reconhecer que ninguém cresce sozinho nesta vida. Roberto, de maneira muito afetiva, transformou sua apresentação em uma verdadeira homenagem a todos aqueles que lhe possibilitaram aprender novos comportamentos. Por fim, Roberto apresentou os fatos e idéias que culminaram na criação do Núcleo Paradigma em São Paulo que hoje é uma das referências em formação de profissionais analistas do comportamento no país. A criação desse empreendimento possibilitou condições para desenvolvimento de profissionais iniciantes e abertura de novos campos de atuação em Análise do Comportamento. A orientação de um projeto dessa magnitude orientado para necessidades da sociedade foram impactantes para todos nós, que não conhecíamos a gênese do projeto e as dificuldades enfrentadas ao longo do caminho.

Em seguida tivemos a apresentação de um profissional que nem sabia que Análise do Comportamento existia, mas que já está a pelo menos 60 anos lutando pela construção de melhores contingências em comunidades e ensinando comportamentos de grande valor social para aqueles que são marginalizados na sociedade. O irmão Antônio Cecchin há muito tempo trabalha com catadores de papel, agricultores sem terra entre outros grupos que vivem a margem da sociedade em condições muito precárias de vida. A vitalidade desse senhor de 82 anos que continua atuando ativamente a frente de movimentos populares comoveu a todos nós. Um homem que dedicou e dedica todos os seus dias na luta por aqueles que nada têm e que vive no mundo marginalizado. A pergunta “A quem nós psicólogos servimos de fato?”, questionada por Sílvio Paulo Botomé em um artigo polêmico na década de 1980, e a idéia de uma Análise do Comportamento como “parte do problema ou parte da solução”, indicada por James Holland em seu clássico artigo com esse nome, voltou a tona: estamos atuando para promover boas contingências, equilibrio nas relações de poder, melhores condições de vida àqueles que necessitam ou apenas reproduzindo aquilo que nos dá conforto e atendendo a pequena parcela da sociedade que já detem poder e recursos em demasia?

img_1344_1555x1037Irmão Antônio foi aplaudido de pé por todo o público em reconhecimento das batalhas que enfrentou em sua vida e nos ideiais que orientam suas ações sem nunca perder a esperança e o bom humor. Confesso que chorei ao final de sua apresentação. Ver um homem que tanto estudou (vários cursos de graduação em seu currículo e uma erudição fantástica) que se dispõe a viver com os pobres e os ensina a lutar por seus direitos. Antônio é um legítimo exemplo de um homem que apresenta “comportamentos behavioristas”, examinando contingências, identificando necessidades sociais e intervindo sobre elas.

A última atividade envolveu o depoimento de diversos colegas que passaram pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSC, na linha de pesquisa em Análise do Comportamento, que relataram o que aconteceu em seus trabalhos após a pós-graduação. Identificar os desafios e as conquistas de cada um deles foi uma espécie de motivação para aqueles que se encontram em meio a suas formações e que, agora, localizam melhor aquilo que fazem em um panorâma histórico mais amplo e enxergam contingências que devem orientar suas ações na sociedade.

Por fim…

Fortes emoções foi o que vivi no II ECAC. Consegui enxergar com mais clareza e precisão uma quantidade enorme de variáveis envolvidas no meu próprio comportamento profissional. E aprendi uma lição muito importante que gostaria de compartilhar.

Eu disse que em dado momento sugeri que cancelassemos o evento para evitar confusões e estresse para os organizadores. Nesse momento eu estava olhando mais para necessidades internas minhas e para o conforto e bem estar dos demais organizadores. Sílvio Botomé ignorou isso e eu achei na época que fosse uma decisão insensata dele. Mas o ânimo dele e dos demais organizadores era tão grande que eu também fui contagiado para manter-me trabalhando nisso. Depois do ECAC, ficou claro para mim que o que controlava o comportamento dele era a função social do evento, os benefícios diretos e indiretos para todos os participantes e não a dificuldade ou problemas que poderiam ocorrer para os organizadores.

Mais uma vez, “a quem nós psicólogos servimos de fato?” parece ser uma pergunta crucial para nos fazermos todos os dias antes de irmos para nossas empresas, consultórios, faculdades, etc. ou mesmo quando organizamos encontros para estudantes.

Só tenho a agradecer a todos os colegas organizadores por todo o trabalho empreendido e por me manter animado mesmo quando perdi as esperanças, ao exército de monitores que viabilizaram a ocorrência do evento, aos conferencistas convidados por suas preciosas, afetivas, modestas e respeitas contribuições, e aos participantes que mesmo sabendo do evento em cima da hora acreditaram no ECAC como uma boa oportunidade de atualização em Análise do Comportamento.

Agora é hora de avaliar tudo o que aconteceu para viabilizar novas contingências coerentes com o que acreditamos e fortalecer as que já construímos. Quem sabe, em 2012, compartilhamos novas vivências no III ECAC.

Confira a galeria de fotos do evento clicando aqui.

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Seminário virtual com o Dr. Robert Epstein

O professor Epstein trabalhou muitos anos com B.F. Skinner e tem vasta produção bibliográfica sobre temas variados (História da Psicologia, ensino de criatividade, ensino por competências, estudos sobre motivação, exame de procedimentos metodológicos de pesquisa e intervenção, etc.).  Hoje ele realizou algo ultra moderno - ainda mais para um cientista já consagrado: ligou sua webcam e apresentou um seminário interativo via internet. Com grande presença de brasileiros na audiência, o professor Epstein falou sobre sua relação com Skinner, questões relacionadas à educação, criatividade e relacionamentos interpessoais.

Vale a pena conferir o vídeo do seminário (em inglês):

E o EPAC vai pra Londrina…

Organizadores do III EPAC

Organizadores do III EPAC

Na última semana (12, 13 e 14 de  novembro de 2009) foi realizado o III Encontro Paranaense de Análise do Comportamento, na UFPR, em Curitiba. O evento é o sucessor dos Encontros de Análise do Comportamento de Curitiba que tiveram início ainda em 2005. O evento contou com a presença de importantes pesquisadores de diversas regiões do país, que atuam em diferentes campos de atuação. Essa edição do EPAC marcou o término de um ciclo de 5 anos de eventos promovidos pelos professores Bruno Strapasson (Universidade Positivo e Unibrasil), Alexandre Dittrich (UFPR) e Hélder Gusso (UFSC e UNICA-Sociesc), com a colaboração de um verdadeiro time de estudantes voluntários que dedicaram muito suor pra que cada encontro fosse possível. Em 2010 o Encontro acontecerá na cidade de Londrina e sob a tutela do pessoal da Pós-graduação em Análise do Comportamento da Universidade de Londrina nos dias 13, 14 e 15 de maio de 2010. Fique ligado para participar!

Tomei a liberdade de copiar o texto de apresentação dos anais do III EPAC aqui, que conta um pouco da história e função do evento e da mensagem que enviamos para os novos organizadores:

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Cinco anos de história e novos desafios para o futuro. Desde 2005, o Encontro Paranaense de Análise do Comportamento (sucessor do Encontro de Análise do Comportamento de Curitiba) tem servido como fórum de debate e como meio de formação complementar para as atuais e futuras gerações de analistas do comportamento da região sul do país. Do objetivo inicial do primeiro evento - reunir os pesquisadores e estudantes identificados com a Análise do Comportamento na cidade de Curitiba - até os objetivos mais pretensiosos do evento deste ano - debater contribuições mais recentes da pesquisa básica e aplicada - muitos desafios foram superados e, principalmente, muitas descobertas realizadas.

Aprender a lidar com agências de fomento, estabelecer parcerias com organizações que viabilizassem os eventos, caracterizar necessidades de formação em Análise do Comportamento na região, selecionar voluntários, elaborar estratégias de divulgação do evento, programar meios para inscrição dos participantes, elaborar políticas editoriais, criar meios para promover comportamentos científicos nos estudantes que submetem trabalhos, criar interfaces via internet - estes, entre tantos outros comportamentos, tiveram que ser aprendidos em alto grau de competência para tornar o evento útil à formação de cientistas na região sul do país e gratificante para os participantes, palestrantes e, porque não, para os próprios organizadores.

O EPAC é um evento a serviço da Ciência Psicológica e da Análise do Comportamento na região sul do país. O fato de ter ocorrido na cidade de Curitiba, obviamente, não foi mero fruto do acaso. O trabalho de analistas do comportamento pioneiros na cidade que abriram campos para as novas gerações foi o embrião de tudo isso. Na nova geração de analistas do comportamento, o engajamento político e a vontade de ampliar e consolidar o trabalho desses pioneiros também foi importante. A iniciativa dos empreendedores que deram fôlego ao primeiro evento e que continuam a coordená-lo até hoje também foi importante. O trabalho abnegado de todos os voluntários que dedicaram muitas horas de suas vidas agitadas para criar as condições necessárias para que o evento ocorresse anualmente foram ainda mais importantes. A participação de estudantes e profissionais, assistindo as palestras, enviando trabalhos para apresentação e participando dos debates é a razão maior de tudo isso. Não é o auditório, a universidade que o sedia, ou os seus organizadores que caracterizam nosso encontro. A interação entre os comportamentos de todas as pessoas envolvidas e os produtos dessas interações para a sociedade é que definem o EPAC.

O EPAC é de todos, é da sociedade. Não tem um dono ou uma residência fixa. E, agora, chegou a hora de mudanças… Para fortalecer a idéia de um Encontro Paranaense de Análise do Comportamento, o EPAC em 2010 mudará sua cidade sede, visando atender mais enfaticamente estudantes de outras regiões do estado. A sede do encontro em 2010 será a Universidade Estadual de Londrina, ainda no primeiro semestre do ano. Sob a coordenação de uma nova equipe de organizadores e com o envolvimento de um novo grupo de voluntários, esperamos compartilhar com outras pessoas as mesmas contingências que nos têm mantido há cinco anos nessa jornada. Ampliar, disseminar, consolidar, fortalecer a Análise do Comportamento é tarefa de alta relevância social. Quanto mais pessoas puderem atuar diretamente nessa jornada, maior será o alcance dessa contribuição para nosso país.

Curitiba, a Universidade Federal do Paraná, e os organizadores atuais do EPAC dão boas vindas aos novos organizadores. Temos orgulho do que já foi realizado até o momento e sabemos que teremos muitas mais razões pelas quais nos orgulhar nos anos que virão. Convidamos a todos os estudantes e profissionais da Psicologia a participar do EPAC em 2010 na cidade de Londrina. Certamente será uma experiência inesquecível…

Prof. Dr. Alexandre Dittrich (UFPR)

Prof. Ms. Bruno Strapasson (Universidade Positivo e Unibrasil)

Prof. Ms. Hélder Lima Gusso (UFSC e UNICA-Sociesc)

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Confira fotos do evento clicando aqui

Curso Análise de Contingências de Fenômenos Culturais em Curitiba

No último sábado (17/10/2009) foi realizado em Curitiba o curso Análise de Contingências de Fenômenos Culturais. O evento foi promovido pelo IACC - Instituto de Análise do Comportamento de Curitiba, e contou com a participação de estudantes de profissionais do Estado do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

A proposta do curso e a dinâmica em que foi realizado foram inovadores. Jamais havia sido realizado um curso com essas características em Curitiba. O IACC já estava a 2 anos programando essa atividade que, finalmente, saiu do papel e virou realidade. O Paulo Abreu escreveu carta belíssima sobre a realização desse curso que vale a pena ser lida no site do IACC.

O curso iniciou com a Prof. Ms. Fernanda Gutierrez Guimarães, doutoranda em Análise do Comportamento pela PUCSP e professora da Universidade Positivo, apresentou seminário sobre Metacontingências. A partir das contribuições do Skinner para o entendimento da cultura, Fernanda apresentou as contribuições de Glenn que explicitam algumas lacunas ainda existentes para termos uma compreensão científica dos processos culturais. A Fernanda conseguiu demonstrar de maneira clara os aspectos principais desse conceito, que não é nada simples. Os debates que ocorreram a partir do que foi apresentado ajudaram a evidenciar novas possibilidades de pesquisas e aspectos em que ainda precisaremos nos debruçar muito para ampliar a percetibilidade sobre tais processos. O campo de pesquisa em Análise do Comportamento sobre cultura é vasto e estimulante!

Após o almoço eu, Prof. Ms. Hélder Lima Gusso, doutorando em Análise do Comportamento na UFSC e professor da UNICA-SOCIESC, apresentei o seminário Contribuições da Análise do Comportamento para a Conservação Ambiental. Nesse seminário foram examinadas características do que é a conservação ambiental, preservação ambiental, ecologia, sustentabilidade, entre outros conceitos usuais nos dias de hoje mas pouco entendidos. A partir dessa caracterização foram examinados tipos e exemplos de intervenções a partir da Análise do Comportamento para promoção de comportamentos pró-ambientais. Foi destacada a utilização dos métodos experimentais (linhas de base múltiplas, procedimentos de reversão…) como forma característica do analista do comportamento avaliar a eficácia de seu trabalho e como forma de possibilitar aperfeiçoamentos constantes nas intervenções.

Por fim, o Prof. Dr. Alexandre Dittrich, da UFPR, apresentou o seminário Behaviorismo Radical, Ética e Política. Sempre explicitando as relações entre a Ética, Política e o comportamento cotidiano das pessoas e o comportamento dos analistas do comportamento ao intervirem na sociedade, o Prof. Alexandre demonstrou como as contribuições de Skinner para a Ciência nos permitem avaliar, com alta sofisticação, as implicações e dimensões de tudo aquilo que fazemos.

Mais do que “apresentações”, os seminários foram altamente participativos, em que os demais apresentadores e os participantes ajudavam a destacar contribuições do que era apresentado e também aspectos mais polêmicos ou que precisam ser melhor examinados pelos cientistas. Destaco a participação da Prof. Dra. Andrea Schimidt, da Universidade Positivo, com suas preciosas analises e problematizações que contribuiram muito com aquilo que era debatido.

O envolvimento entre as pessoas que participaram desse evento, altamente afetivo, demonstrou claramente como fazer um debate cientifico de alto nível sem brigas de ego ou preconceitos. Foi simplesmente delicioso os debates que ocorreram.

Espero ter a oportunidade de participar de outros eventos com essas características. Eventos desse tipo, e com esse formato que promove bons debates, deveria ser mais frequente em outros fóruns científicos… A experiência promovida pelo IACC em Curitiba mostra que isso é possível e viável…

Os slides das apresentações estão disponíveis apenas para os participantes do evento no site do IACC. Também estão disponíveis fotos do evento.

Um bônus para quem ler este post: Segue link para um artigo de altíssima qualidade que examina alguns tipos de problemas ambientais mais evidentes, suas relações com o comportamento das pessoas, e possibilidades de intervenção (em inglês): clique aqui para ver o artigo.

Palestra sobre Educação no Instituto Federal de Santa Catarina

Hoje pela manhã estive no Instituto Federal de Santa Catarina - campus São José - para ministrar palestra aos professores do Grupo de Pesquisa em Educação em Ciências. Os professores desse grupo estão promovendo debates e aperfeiçoamento sobre Educação visando capacitar docentes da instituição para formar os profissionais dos novos cursos de licenciatura em Ciências.

O objetivo da atividade foi caracterizar algumas contribuições mais gerais da Análise do Comportamento para a Educação e desfazer os famosos mal-entendidos sobre o Behaviorismo. Por uma série de razões históricas, o Behaviorismo é uma das filosofias mais criticadas em pedagogia, embora poucos pedagogos de fato a conheçam. Críticas como “isso é a psicologia do estímulo-resposta”, “só serve para adestramento”, entre outras, são críticas sem fundamentos que pararam no tempo, mas que continuam sendo repetidas em livros da área de Educação. Autores como Kester Carrara (livro: Behaviorismo Radical: Crítica e Metacrítica) examinam com muita precisão porque tais criticas não são apropriadas ao Behaviorismo.

Pessoalmente, nunca me vi na posição de “defensor do Behaviorismo” e meu objetivo não é torná-lo sagrado. Como cientista que estuda o comportamento humano, prefiro avaliar o conhecimento produzido sob qualquer nome ou rótulo e fazer uso ou pesquisar aquilo que produz resultados promissores. E, nesse sentido, os métodos de trabalho e o conhecimento produzido sob o nome de Behaviorismo, mostra uma promissora possibilidade de entendimento e de desenvolvimento de melhores práticas docentes. É isso que eu defendo! Ensino cada vez melhor! :-)

Na palestra que apresentei, com um título pretencioso de “Contribuições da Análise do Comportamento para a Educação: Desfazendo Equívocos e Superando as Limitações do Ensino Conteudista” apresentei algumas contribuições de grandes educadores como Fred Keller, Carolina Bori e, não poderia faltar, meus orientadores, Sílvio Paulo Botomé e Olga Mitsue Kubo, para compreender os processos de Ensino e Aprendizagem.

Os professores que estavam na palestra participaram ativamente trazendo exemplos e questões pertinentes para debate. Fiquei muito feliz com a qualidade das participações deles, que demonstraram que são educadores comprometidos com a aprendizagem de seus alunos. Também foi estimulante ver no final da atividade, durante o cafezinho, os questionamentos que eles fizeram sobre a infeliz prática rotineira de alguns profissionais se abraçarem a uma filosofia de Educação (construtivismo, etc.) e ignorarem as demais contribuições de outras perspectivas. Também demos boas risadas sobre o tipo de coisa que cada um deles aprendeu sob o nome de “behaviorismo” na faculdade. Muitas críticas ou ainda o uso de técnicas específicas sem o devido exame filosófico e ético daquilo que esta sendo feito.

Além disso, confesso ter batido um saudosismo da época em que eu estudei no CEFET-PR. Meu período no ensino técnico foi muito marcante em minha formação, do ponto de vista profissional e também de amizades que por lá fiz. Acho que retornar à instituição que teve parte importante em minha formação para debater sobre Educação com os professores é uma forma de agradecer por tudo que fizeram por mim.

Espero que a atividade tenha contribuido de alguma forma ao Grupo de Pesquisa, e que tenha sido agradável para cada um dos professores participantes, quanto foi para mim!

Compreendendo as Emoções: Algumas reflexões sobre o desenvolvimento histórico desse conceito

“As emoções são excelentes exemplos das causas fictícias às quais comumente atribuímos o comportamento. Corremos por causa do ‘medo’ e brigamos por causa da ‘raiva’, ficamos paralisados pela ‘ira’ e deprimidos pelo ‘pesar’.”

(Skinner, 1953, p.175-176).

Embora há pelo menos um século já seja explicitado que as emoções não são causas do comportamento, este equívoco continua presente em livros de Psicologia e demais áreas que se aventuram a falar sobre a subjetividade. O psicólogo William James e o médico C.G.Lange já haviam apresentado contribuição indicando que a emoção (ou o perceber o estado emocional) não eram a causa de comportamentos (Skinner, 1953). Na concepção desses autores - teoria James-Lange -, o perceber o estado emocional era um produto do próprio comportamento. Tal idéia permitiu avançar na concepção sobre esses processos, mas ainda parecia insuficiente como explicação do comportamento humano complexo. Keller e Schoenfeld (1950) problematizam tal concepção, indicando que talvez não haja tal encadeamento no processo e que o “perceber o estado emocional” possa ser outro comportamento controlado pelos mesmos, ou outros, estímulos. O importante nesse processo de desenvolvimento histórico sobre a noção de emoção, é que esta deixa de ser entendida como causa do comportamento e passa a ser as características das próprias relações comportamentais.

Uma das contribuições da Análise do Comportamento para o aumento da visibilidade sobre os processo envolvidos em emoções foi ter explicitado que o exame apenas da resposta emocional não propicia dados suficientes para o estudo da ‘emoção’. Os mesmos processos fisiológicos e movimentos corporais, por exemplo, podem estar relacionados a diferentes ‘emoções’. Por exemplo, fome e ansiedade são costumeiramente confundidos por pessoas que ao se deparar com uma situação aversiva, apresentam comportamento de fuga e ‘atacam a geladeira’, por mais que tivesse acabado de almoçar. Identificar as sutis distinções entre os diferentes tipos de emoções comumente relatadas no senso-comum requer o exame das contingências de reforço sob as quais o indivíduo se comporta (Skinner, 1953).

Keller e Schoenfeld (1950) sistematizaram dezenas de tentativas de explicações para ‘emoções’ mais comuns como o medo, raiva, ira, tristeza, alegria, etc. Na análise apresentada por esses autores fica evidenciado que há grande tendência de que cada autor explicite (a) parte das contingências envolvidas em cada caso,  (b) faça menção a propriedades irrelevantes ou imprecisas dos processos envolvidos ou (c) descrevam propriedades genéricas que tornam inviável a distinção entre o que define cada uma dessas emoções. Diante disso, tanto Skinner (1953) quanto Keller e Schoenfeld (1950) enfatizam que a pertinência ou utilidade dos tipos usualmente referidos de emoções no senso-comum precisam ser melhor examinadas para que se avalie sua pertinência em uma análise científica do comportamento.

Outro aspecto importante de ser destacado, é que o comportamento emocional não é um tipo específico de comportamento reflexo ou respondente (Skinner, 1953, p.177). Parece haver componentes operantes em todos os tipos de emoção descritos na linguagem cotidiana. Embora seja possível afirmar que há casos de emoções ‘puramente’ reflexas, como nos reflexos incondicionais de um recém-nascido, ainda assim logo que passa a operar sobre o ambiente, as conseqüências dessas respostas emocionais passam a exercer algum grau de controle sobre elas. Skinner (1953) enfatiza a contribuição dos estudos interculturais que demonstraram que o modo de rir, ou chorar de dor são distintos entre culturas. Keller e Schoenfeld (1950) destacam que as tentativas de classificação de emoções por meio de expressões faciais, por exemplo, não chegaram a resultados conclusivos em função da variação das contingências sociais (seja da cultura em que se esta inserido, seja das contingências próprios de vida do indivíduo) nas quais cada indivíduo está exposto.

Como forma de operacionalizar o termo e tentar dar um sentido útil à ele em uma análise científica do comportamento, Skinner (1953) propõe considerar as emoções como um tipo específico de contingência que altera a probabilidade de um indivíduo responder de um determinado modo. “Definimos uma emoção, na medida em que se quer fazê-lo, como um estado particular de alta ou baixa freqüência de uma ou mais respostas induzidas por qualquer uma dentre uma classe de operações” (Skinner, 1953, p.182).

Ainda que utilizada desse modo, é importante explicitar que a explicação de um comportamento emocional não é equivalente a se nomear tal emoção. O nome de uma emoção, quando utilizado equivocadamente como explicação de um processo comportamental, pode mais esconder do que revelar sobre esse processo. Agrupar diferentes tipos de classes de contingências sob o nome de ‘medo’, por exemplo, não fala nada - ou quase nada - sobre as características das contingências importantes de serem examinadas.

Tirar das emoções a função de causalidade do comportamento não é tornar o comportamento frio, objetivo e sem sentimentos. Pelo contrário: é explicitar as variáveis que tornam os processos comportamentais ‘emocionais’ para além de rótulos arbitrários que não propiciam visibilidade sobre trais processos. Skinner (1953) e Keller e Schoenfeld (1950) relatam a preocupação de que mais do que uma “teoria” sobre as emoções, a Análise do Comportamento preocupa-se com o desenvolvimento de possibilidades de intervenção sobre tais fenômenos. Nesse sentido, explicações genéricas que oferecem pouco - ou nada - para a explicitação dos processos e para suas decorrentes possibilidades tecnológicas, não resistem à uma análise científica do comportamento.

Referências:

Keller, F.; Schoenfeld, W.N. (1950). Princípios de Psicologia. Capítulo X: Emoções. São Paulo: EPU.

Skinner, B.F. (1953/1997). Ciência e Comportamento Humano. Capítulo X: Emoções. São Paulo: Martins Fontes.

* - texto escrito para atividades da linha de pesquisa em Análise do Comportamento em Organizações, Trabalho e Aprendizagem do programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSC.

Latência de resposta: Uma dimensão importante do comportamento

Uma história em quadrinhos muito divertida que tem aparecido no caderno Ilustrada da Folha de São Paulo é o Mr. Delay do cartonista Adão Iturrusgarai. O nosso herói, Mr. Delay, é um rapaz que faz tudo correto, mas demora demais para apresentar as respostas comportamentais necessárias em cada situação.

A demora (tempo) entre a situação com a qual a pessoa lida e a apresentação da resposta é uma propriedade chamada latência de resposta. Muitas das situações no dia-a-dia não dependem apenas de que façamos a coisa certa: é preciso fazer no momento certo. Quem não tem um amigo que faz comentários sobre algo depois que já mudamos de assunto? Ou outro que é apelidado de “faísca atrasada” por precisar de muito tempo para entender uma piada? Esses são exemplos cotidianos de comportamentos com alta latência de resposta.

No contexto de trabalho muitas de nossas atividades também requerem latência de resposta específicas. Por exemplo, um analista financeiro precisa tomar decisões rapidamente a partir dos indicadores econômicos que mudam a cada minuto durante a operação da bolsa de valores. Um gestor muitas vezes precisa decidir o que precisa ser feito imediatamente para evitar problemas à uma organização. Um cozinheiro precisa inserir ingredientes no tempo correto para produzir bons pratos. Entre muitos outros exemplos…

Além de apresentar a ação correta, precisamos atentar para a latência dessas ações. Ou correremos o risco de sermos “faísca atrasada” ou “afobados” em nossas atividades…

Conheça agora o Mr. Delay:

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Minha participação na ABPMC 2009

O Encontro da ABPMC deste ano promete grandes emoções. A começar pela comemoração de 18 anos de nossa querida associação. Grandes nomes da Análise do Comportamento que sempre apresentam preciosas contribuições já confirmaram presença. Além disso, em uma rápida consulta a programação completa do evento, é possível constatar a intensa participação de doutores, mestres, especialistas de diversos centros de pesquisa e atuação profissional de todo o país. Será um evento imperdível…

Este ano participarei como apresentador de três atividades durante o evento:

25/08/2009

PRIMEIROS PASSOS: Análise do Comportamento em Organizações (13h30-14-55)

Confira o resumo clicando aqui.

Atividade em parceria com o psicólogo Gabriel Gomes de Luca, também doutorando em Análise do Comportamento na UFSC e professor do Curso de Psicologia da UNISUL. É uma atividade destinada à introduzir estudantes de graduação às multiplas possibilidades de atuação a partir da Análise do Comportamento em organizações.

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SIMPÓSIO: Avaliação de Intervenções Profissionais: Subsídios da metodologia científica e repercussões sociais (17h00 as 18h20)

Confira o resumo clicando aqui

Atividade coordenada pelo psicólogo Angelo Sampaio, mestre em Análise do Comportamento pela PUCSP e professor da UNIVASF. Minha apresentação neste simpósio chama-se “Intervenções profissionais, métodos científicos e a exigência de demonstrar resultados à sociedade“. O Prof. Angelo apresentará: “A experimentação como estratégia metodológica para avaliar intervenções sobre fenômenos sociais” e para completar o simpósio, a psicóloga Olga Mitsue Kubo, doutora em Psicologia pela USP e professora da UFSC, debaterá os trabalhos apresentados.

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26/08/2009

MESA-REDONDA: Análise do Comportamento em contextos organizacionais: Intervenções em diferentes tipos de atuação (10h40 as 12h)

Confira o resumo clicando aqui

Nesta mesa serão apresentados três trabalhos que ilustram a diversidade de possibilidades de atuação do analista do comportamento em organizações. O primeiro trabalho será apresentado pelo psicólogo e professor Gabriel Gomes de Luca, doutorando em Análise do Comportamento pela UFSC e professor da UNISUL, e com coautoria de Saulo Satoshi Botomé e Sílvio Paulo Botomé. Nessa apresentação o autor examinará o conceito de “objetivo” e sua importância para o gerenciamento de organizações. Para isso, terão como base pesquisa desenvolvida em uma organização de ensino superior. A segunda apresentação será realizada pelo psicólogo Marcelo Silva, mestre em Psicologia Experimental pela USP e psicólogo da Petrobrás. Nessa apresentação Marcelo demonstrará possibilidades de interpretações analítico-comportamentais sobre fenômenos organizacionais. Por fim, eu apresentarei um jogo didático elaborado a partir das contribuições da Análise do Comportamento para ensino dos comportamentos de recrutar e selecionar colaboradores para uma organização. Embora sejam trabalhos tão diversos, as contribuições da Análise do Comportamento e suas implicações para o gerenciamento de pessoas - ou de comportamentos -, são o elo comum que relacionam todas essas atividades.

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Além das apresentações, também assistirei as contribuições e descobertas dos colegas espalhados pelo país e que têm desenvolvido a ciência psicológica.

Abraços e até lá!

Participe do XVIII Encontro Anual da ABPMC

O Encontro da ABPMC é o maior fórum de Análise do Comportamento do Brasil. É lá onde são apresentados os últimos avanços nos mais diversos campos de atuação da Psicologia e as mais recentes descobertas da área que tanto cresce no país.

É oportunidade única de interagir com grandes cientistas e profissionais da área, conhecer psicólogos de todo o país, de aprender muito com todos eles e ainda de comunicar os trabalhos que fazemos à comunidade científica. Neste ano o evento acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de agosto.

Até o dia 16/06 o preço da inscrição tem descontos. Vale a pena se inscrever já!!! Confira mais informações no site da ABPMC.

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Citação

Nós estamos em uma aventura desconhecida e, (…), o problema é ter um mínimo de consciência, um mínimo de autocrítica, um mínimo de lucidez e, sobretudo, um máximo de abertura para o outro. — Edgar Morin, 2002

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Eventos

II Encontro Catarinense de Análise do Comportamento
De 15 a 17 de abril de 2010 em Florianópolis - SC. Saiba mais

IV Encontro Paranaense de Análise do Comportamento
De 13 a 15 de maio de 2010 em Londrina. Saiba mais

XIX Encontro da ABPMC
De 23 a 26 de setembro de 2010 em Campos do Jordão - SP. Maior fórum de analistas do comportamento do Brasil. Saiba mais

Twitter @heldergusso